Diácono Porfírio homenageado em Oiã

Natural da freguesia de Nossa Senhora de Fátima (Aveiro), o diácono profírio Carvalho colaborou 17 anos na paróquia de Oiã

No domingo, 25 de Abril, Dia do Bom Pastor, foi alvo de significativa homenagem o diácono Porfírio de Carvalho que desempenha as suas funções na freguesia de Oiã, com muito zelo, disponibilidade e inteira dedicação, desde há 17 anos. Mais de 300 pessoas fizeram questão de marcar presença, para manifestar-lhe simpatia, amizade e gratidão.

A homenagem teve duas partes distintas, mas sequentes: a primeira consubstanciou-se na Eucaristia dominical, presidida pelo bispo emérito de Aveiro, D. António Marcelino, acolitado pelo pároco, P.e Mário Ferreira, e diáconos, Porfírio, Carlos Nunes e Afonso Henrique, de Recardães; a segunda decorreu no Restaurante D. Rogério, com salão cheio. Além do bispo, estiveram presentes os presidentes da Junta de Freguesia de Oiã e Câmara Municipal de Oliveira do Bairro, respectivamente, Dinis dos Reis Bartolomeu e Mário João Oliveira; um pouco mais tarde, P.e Fernando Carvalho, Mons. João Gonçalves Gaspar e P.e José Belinquete, que esteve ligado à paróquia no tempo do P.e António Cruz. Bem como marcou presença o diácono Carlos Nunes. E evidentemente a figura central, o homenageado, acompanhado de sua esposa, que várias vezes se emocionou. Ou melhor, naturalmente ambos se emocionaram.

Muitas lições de vida

Não faltaram as intervenções. D. António Marcelino que considerou o Diácono Porfírio “uma ajuda indispensável” para o P.e Artur, sobretudo nos tempos difíceis da doença deste, e elogiou a sua dedicação às tarefas apostólicas, durante a homilia, haveria de afirmar que, embora com 82 anos, para ele “não há cansaço” e mostrou-se satisfeito pelo facto da paróquia saber ser-lhe grata. Afinal, “a gratidão é um sentimento cristão”, mas também lembrou que “há muita gente que trabalha para o bem comum e depois recebe pedradas”. Felizmente, não é o caso.

Por sua vez, Mário João Oliveira mostrou “muita alegria” em estar presente e constatar que, “de forma expressa reconhecida”, as pessoas quiseram “agradecer de viva voz o que deu à paróquia de Oiã, pelo que de facto fez, com coragem e vitalidade (…). Integro-me nesta família. Muitas lições de vida nos transmitiu pelas suas homi-lias”. Louvou ainda a iniciativa, pois é de seu entendimento que as homenagens devem ser feitas em vida. Agradeceu ainda em nome do Agrupamento de Escuteiros “todo o empenho e paciência que teve”.

Dinis Bartolomeu salientou que “ele merece esta homenagem” e deixou um desejo: que “continue com esta força”. Já o presidente da Junta de Fermentelos, onde o diácono Porfírio prestou também serviço, Carlos Nolasco, reforçou: “Esta homenagem é de toda a justiça”, lembrando que há pessoas que dedicam “uma vida aos outros e nem sempre são reconhecidas”.

Em nome da comunidade, falou o signatário.

“Obrigado a todos vós”

Numa outra ordem de discursos, em nome da família, falou o filho, P.e Fernando Carvalho, para salientar: “Agradeço ao meu pai a representação que fez da família”, mas lembrando o óbvio: que, por detrás de um grande homem, está uma grande mulher, que havia de ser homenageada com uma salva de palmas e a entrega de um ramo de flores. Por sua vez, Mons. João Gonçalves Gaspar lembrou que o diácono Porfírio tem realizado na freguesia o lema: “Amar a Deus é servir”. Daí esta homenagem de gratidão pela vida e pelo serviço.

Visivelmente emocionado, diácono Porfírio, que partiu o bolo de festa (oferta da padaria Central de Oiã) e recebeu uma lembrança em cerâmica (a última Ceia de Cristo, com Cristo Ressuscitado, uma produção da Porcel), quis realçar: “Sinto-me pequenino no meio de vós”. Agradeceu o apoio que mulher e filhos lhe sempre deram, para além da religião e política de cada um. E continuou: “Quero agradecer a todos vós o carinho que sempre me deram. Fui aceite desde a primeira hora. Obrigado a todos vós. A minha alma tem que agradecer ao Senhor, porque olhou para a minha humildade. Com tudo isto, sinto-me devedor a cada um de vós. Agora, é que fico a dever a Deus e a vós alguma coisa”.

Armor Pires Mota