Diocese agradeceu 25 anos de D. António Marcelino como Bispo de Aveiro

“Colocamos no coração de Deus as suas intenções e queremos que sinta que está no nosso coração”, disse D. António Francisco ao seu antecessor.

Em celebração presidida por D. António Francisco, no dia 17 de fevereiro, na catedral, a Diocese de Aveiro deu graças a Deus pelos 25 anos de D. António Marcelino como Bispo de Aveiro. “Quero dizer-lhe, em meu nome e de toda a Igreja de Aveiro, esta palavra de gratidão feita celebração de ação de graças nesta Eucaristia. Colocamos no coração de Deus as suas intenções e queremos que sinta que está no nosso coração. Afirmo-lhe a amizade fraterna de irmãos que somos e testemunho-lhe a dedicação desta Igreja de Aveiro, que desde há trinta e dois anos serve com permanente generosidade e inteira doação”, disse D. António Francisco ao seu antecessor.

D. António Marcelino, Bispo de Aveiro desde 1988 (antes, fora bispo coadjutor durante sete anos), afirmou no final da Eucaristia que hesitou em aceitar a celebração, mas fê-lo para de alguma forma fazer “catequese” do que deve ser o bispo. Neste sentido, recordou palavras de Santo Agostinho para dizer que ser cristão é graça e motivo para esperar salvação, enquanto ser bispo é tarefa e possibilidade de encontrar a condenação, se a missão for mal exercida. O Bispo de Aveiro emérito realçou que a história de um bispo é a história do povo de Deus e que é para o povo que o bispo existe, para caminhar com ele, para resolver os seus problemas, para responder às solicitações.

D. António Marcelino disse que nos primeiros dias após deixar de estar à frente dos destinos da Diocese de Aveiro (D. António Francisco entrou em Aveiro no dia 8 de dezembro de 2006) se sentiu desorientado por não ter comunidade, quando antes todos os domingos celebrava pelo menos três missas. Por essa altura, algumas pessoas perguntavam-lhe: “Então agora deixou de ser bispo?”. “O bispo é bispo da Igreja, é bispo para sempre”, respondia-lhes D. António Marcelino, que adianta que gradualmente foi encontrando o seu lugar, “sem fazer sombra ao sucessor”, e hoje tem uma agenda cheia de solicitações, um pouco por todo o país. “Há sempre alguém à espera. Graças a Deus, tem sido sempre assim”, disse.

No início da celebração, Monsenhor João Gaspar afirmou que “jamais poderá esquecer o sulco gravado pela presença e atividade” de D. António Marcelino, referindo que o prelado “orientou”, “dialogou com padres, religiosos e leigos”, “reformou estruturas”, acabou com “rotinas sem vida”, “sem complexos em relação ao passado”, combateu “individualismos”. “O seu dinamismo ajudou o nosso compromisso cristão”, resumiu depois de apontar algumas iniciativas marcantes como o Congresso dos Leigos, o Sínodo Diocesano, o Sínodo dos Jovens, a criação do ISCRA (Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro), ou a presença nos meios de comunicação social. No final, uma jovem entregou ao Bispo de Aveiro emérito um ramo de flores.

77 novos ministros

da Comunhão

Nesta celebração, D. António Francisco nomeou 77 ministros extraordinários da Comunhão. “Quero saudar-vos e agradecer a Deus a vossa generosidade e a vossa disponibilidade para este serviço tão belo e tão necessário, que consiste em repartir o Pão da Eucaristia nas Celebrações das nossas comunidades e levá-lo aos nossos irmãos doentes”, disse-lhes. O Bispo de Aveiro pediu-lhe a seguir que intensifiquem a presença e a visita a “Jesus no Sacrário” e a “solicitude solidária pelos mais pobres e pelos que mais sofrem”, a quem são “chamados a amar e a servir com redobrada atenção”.

J.P.F.