A Diocese da Guarda vai criar, de imediato, um serviço de atendimento ligado à Cáritas, para “avaliar as situações e procurar soluções personalizadas” para os trabalhadores da Delphi que vão ser despedidos.
Numa nota pastoral, o Bispo da Guarda manifesta “total solidariedade para com os atingidos pelo flagelo” do desemprego. A administração da multinacional de componentes para automóveis anunciou que vai despedir 500 operários, 300 até ao final do ano e 200 no primeiro trimestre de 2010, se as encomendas se mantiverem baixas.
Para D. Manuel Felício, este não é “problema pontual nem somente fruto da crise global”, mas deve-se antes ao “abandono sistemático” do interior pela “administração pública centralizada”.
O prelado lamenta que a Guarda seja uma “região interior onde novas empresas não têm incentivos para se fixarem e as existentes vão sendo progressivamente desactivadas, sem que nada se faça para contrariar esta tendência”. “As nossas gentes começam a ficar cansadas de esperar”, alerta.
