Direitos humanos e sistema prisional em debate

“É das nossas comunidades que saem os presos, e para elas voltam”, afirma P.e João Gonçalves para apelar à participação no encontro da pastoral penitenciária.

O encontro nacional da pastoral penitenciária, a realizar em Fátima, Hotel Santo Amaro, dias 25 e 26 deste mês, vai ter como tema «Direitos humanos e sistema prisional»

Organizado pela coordenação nacional da pastoral penitenciária, órgão da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o encontro destina-se aos capelães/assistentes espirituais, colaboradores e voluntários dos estabelecimentos prisionais, e aos membros dos departamentos diocesanos da pastoral penitenciária, mas também “a todos os interessados, mesmo que não estando ligados diretamente à Pastoral Penitenciária”, como adianta ao “Correio do Vouga” o coordenador nacional da Pastoral Penitenciária, P.e João Gonçalves. “As prisões têm a ver com toda a sociedade, e todos temos a grave obrigação de nos envolvermos na reflexão e nas propostas a fazer, para que o tempo de reclusão aproveite, realmente, às pessoas que têm de cumprir penas privativas do uso da liberdade. É das nossas comunidades que elas saem, e para as suas comunidades elas irão um dia voltar; por isso, o tema das prisões deve envolver todas as comunidades paroquiais, todos os grupos das nossas pastorais”, defende o sacerdote da Diocese de Aveiro. P.e João Gonçalves sublinha que se trata de “dar atenção aos mais pobres dentre os pobres” e lembra que “nas prisões estão pessoas com as quais Jesus Cristo quis identificar-se, independentemente do crime que as levou à prisão”.

Esta iniciativa, presidida por D. Joaquim Mendes, membro da Comissão Episcopal da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, tem como finalidade ajudar “a perceber que o adequado exercício desses direitos, reforça a preparação para a vida em comunidade, em liberdade”, lê-se no comunicado.

Fernando Negrão, Francisco Moita Flores e José Manuel Cordeiro serão alguns dos intervenientes desta atividade, conforme se lê no programa.

A Igreja, com este encontro, quer dar o seu contributo na “recuperação do recluso, para que a sua inserção/reinserção seja real, efetiva e duradoura, quando regressar à sua situação de poder usar a liberdade”. Mais informações e inscrições: pastoralpenitenciariaportugal@gmail.com.