Fotorreportagem Dia de Todos os Santos. Começou a ser comemorado nos finais do séc. II, em Roma, para honrar os santos conhecidos e desconhecidos, muitos deles martirizados por causa da fé em Jesus Cristo nas perseguições imperiais. A festa ganhou uma difusão maior quando o Papa Bonifácio IV, no início do séc. VII, dedicou o Panteão de Roma (templo em honra dos deuses romanos) a Maria e todos os mártires. Nesta época, a festa era comemorada a 13 de maio. Mais tarde, no tempo do imperador Carlos Magno (morreu em 814) e do Papa Gregório IV (Papa de 827 a 844) a celebração difunde-se e é transferida para 1 de novembro.
Dia dos Fiéis Defuntos. Embora o costume de rezar pelos mortos exista desde o início do cristianismo (e, sob diversas formas, nas outras religiões), a dedicação de um dia aos fiéis defuntos (isto é, os que deixaram a sua “função”; “finados”, de fim, é um nome que não expressa corretamente a fé cristã, que não vê na morte o fim de tudo) comemora-se desde o ano 998, quando o Odilão, superior da abadia de beneditina de Cluny (França), ordenou que todos os mosteiros da sua ordem rezassem pelos fiéis defuntos no dia a seguir à comemoração de Todos os Santos. Como os mosteiros estavam espalhados por toda a Europa, rapidamente se difundiu este culto neste dia. Mas só foi oficializado por Roma no séc. XIV. Bento XV, em 1915, contribuiu para a generalização do dia dos Fiéis Defuntos.
Jesus Cristo, o Filho de Deus, não veio para apagar a dor, tanto é que ele a viveu. Mas ele assumiu-a sobre si e transfigurou-a com o gérmen do infinito, que é um prelúdio da eternidade para nós.
Gianfranco Ravasi
Se há uma certeza inabalável
é a de que um mundo que é abandonado pelo amor
vai mergulhar na morte;
mas onde o amor perdura,
onde triunfa sobre tudo aquilo que o poderia aviltar,
a morte está definitivamente vencida.
Gabriel Marcel
Ó Senhor, dá a cada um a sua própria morte, uma morte nascida da sua própria vida, que lhe deu amor, sentido e aflição.
Porque nós mesmos somos apenas a folha e a casca.
A grande morte que cada um traz dentro em sim é o fruto e o centro de tudo. (…)
Senhor, somos mais pobres que as pobres bestas que, mesmo cegas, acabam a sua própria morte, porque ainda ninguém soube morrer.
Rainer Maria Rilke
