Dois livros para educadores

Para melhores pais

Conversar com os Filhos sobre Sexualidade

Cristina Sá Carvalho

Fundação Secretariado Nacional de educação Cristã

170 páginas

Só se pode entender como uma falha grave pensar que delegar a educação dos filhos na escola ou na catequese resolve a questão educativa. Os pais são os primeiros educadores. A família está antes da sociedade e mesmo antes da comunidade eclesial alargada. Pensar o contrário é originar equívocos – aliás comuns principalmente nas políticas educativas.

Cristina Sá Carvalho, nesta obra, começa precisamente por responder a “Porquê educar a sexualidade dos nossos filhos?”, descartando as 11 “desculpas” que habitualmente os pais apresentam, e que vão de “aprenderão na escola porque os professores sabem mais do assunto” a “a informação sexual deve ser apresentada com uma franqueza sem restrições e toda a frontalidade, tipo terapia de choque”.

O livro parte de uma visão integral e humanista da sexualidade (dimensão biológica, dimensão psicológica, educação para o amor) e alicerça-se nesta convicção: “Podemos aprender a ser melhores pais, aqueles pais que gostaríamos de ser. A educação da sexualidade não é uma excepção”. Destinado a pais, mas útil para todos os educadores.

O essencial da fé cristã

O meu filho vai à Catequese

Um guia para pais, avós, catequistas e animadores sobre a fé cristã

Isabel Páscoa e Paula Delgado (organização)

Paulinas

168 páginas

Esta obra corresponde ao interesse que ultimamente tem surgido por manuais que de forma sintética e acessível apresentem os conteúdos da fé cristã. E por isso segue de perto a estrutura do Catecismo da Igreja Católica, originalmente publicado em 1993.

Às quatro partes do Catecismo, “A Profissão da Fé” (Credo), a “Celebração da Fé” (Sacramentos), “A Vida em Cristo” (Agir Moral) e “A Oração Cristã” (Espiritualidade), o presente volume acrescenta uma quinta: “A Palavra de Deus” (Bíblia).

Pelos esquemas e orações, pelas explicações simples, pelas pequenas mas abundantes ilustrações, pelas listas mais variadas (que noutros tempos eram decoradas), estamos perante um manual que num mundo ideal seria de dispensar pelos catequistas devido ao seu carácter básico. Mas não vivemos nesse mundo. Há muitos défices de formação, mesmo entre os que se dedicam à educação da fé, apesar de todos os esforços dos coordenadores paroquiais ou diocesanos da catequese. Fazem falta manuais que recordem os ensinamentos de sempre. Como este.