Desportivo de Chaves 1 – FC Porto 2 O FC Porto revalidou a conquista da Taça de Portugal alcançando o Sporting em número de troféus. O jogo poderá ter sido o último de Jesualdo Ferreira, Raul Meireles e Bruno Alves pelos dragões. Em época decepcionante, conquistam, ainda assim, Supertaça e Taça de Portugal
A circunstância – Estádio Nacional, no Jamor; 25 000 espectadores. Árbitro: Pedro Proença (Lisboa); Golos: Guarín 13’; Falcao 23’; Clemente 85’.
Antevisão – O Desportivo de Chaves para chegar ao Jamor venceu o Amares (2-0), Leça (0-3), UD Serra (2-0), Beira-Mar (1-0), Paços de Ferreira (1-2) e Naval (1-0 e 1-2).
A equipa que com Leonardo Jardim subiu à Liga de Honra não conseguiu a manutenção e vai disputar na próxima época a 2.ª Divisão B.
O FC Porto, que igualou a pior classificação dos últimos anos (3.º lugar), deixou para trás o Sertanense (4-0), a Oliveirense (0-2), o Belenenses (2-2 e 9-10 após gp), o Sporting (5-2) e o Rio Ave (1-3 e 4-0).
O jogo – A equipa do Desportivo de Chaves, contagiada pela sua entusiástica falange de apoio, entrou melhor na partida face a um Porto sobranceiro, talvez à espera que o peso das camisolas fizesse o resultado. Os portistas acordaram quando Edu (herói da meia-final) se antecipou a Helton, com a bola a bater no poste da baliza do brasileiro. Pouco depois, os golos colombianos sentenciaram a partida. Primeiro Guarín num remate cruzado e depois o inevitável Falcao após assistência de Hulk. Foi o melhor período dos dragões que desperdiçaram oportunidades incríveis para golear já ao intervalo.
Na etapa complementar a equipa de Jesualdo procurou gerir o resultado, mas foi o Chaves quem relançou a partida a 5 minutos do final por Clemente, após falha defensiva de Bruno Alves.
A festa – Apesar da controvérsia sobre as condições do Estádio Nacional no que se refere à comodidade, segurança, lotação do estádio… a verdade é que a final da Taça de Portugal lá vai continuando no Jamor, proporcionando os já tradicionais piqueniques e convívio entre adeptos. A romaria nortenha fez-se com fair play, estendendo-se às bancadas com a formação da hola mexicana pelos adeptos dos dois clubes durante o jogo.
Vuvuzelas – Assim se chamam as ensurdecedoras “cornetas”, comuns nos estádios sul-africanos, mas que já marcaram presença no Estádio Nacional. Beto, Bruno Alves, Rolando, Raul Meireles, Álvaro Pereira e Fucile tiveram por isso um pequeno ensaio do ambiente que os espera no Mundial.
Despedidas – Resultado de uma época frustrante ou por terem a cabeça noutro lugar alguns jogadores do Porto não foram tão efusivos nas come-morações. Jesualdo foi aca-rinhado pelos Super Dragões durante a celebração da equipa com os adeptos, em claro ambiente de despedida. Pouco depois, em conferência de imprensa, queixou-se da falta de promoção da final nos jornais, enalteceu o Chaves, fez um resumo das suas conquistas enquanto treinador do Porto e irritou-se com as insistentes perguntas dos jornalistas quanto à sua continuidade no comando técnico dos dragões.
Nuno Caniço
