Durante semanas, investigaram, planearam, construíram e testaram. No final, em segundos, viram o seu trabalho desfazer-se… não em cacos, mas em bocadinhos de esparguete. É assim todos os anos. Os alunos de Design da Universidade de Aveiro constroem pontes de esparguete que depois são destruídas numa sessão em que sai vitoriosa a ponte que aguenta com mais peso. As pontes chegam a aguentar até 50 quilos, mas nem é o resultado que mais interessa, como explica Gonçalo Gomes, professor de Design: “Este exercício faz-se nas escolas de Engenharia Civil em todo o mundo. Dá-se aos alunos um pacote de esparguete e cola e, seguindo um conjunto de regras, têm de construir uma ponte que aguente o máximo de peso. No nosso caso, as regras não são tão apertadas. Podem, por exemplo, usar a quantidade de esparguete que quiserem. A principal mais-valia deste exercício é unir os alunos num projecto que exige muito uns dos outros. A relação dentro da turma muda completamente. Revelam-se os amigos e, por vezes, os inimigos”.
No domínio académico, para além de os estudantes trabalharem a criatividade com materiais não tradicionais e conceitos de design, treinam também a comunicação gráfica, criando posters e jornais sobre o projecto. Numa das páginas de um jornal podia ler-se a indignação (fictícia) de um popular: “E é nisto que o governo anda a gastar a nossa massa…”
