E agora?

Ponta de Lança Espalhou-se pelo país uma onda de irracionalidade a propósito da alegada carta de compromisso, contrato, que a (empresa) Mc’Donalds fez a algumas Câmaras Municipais para a selecção de crianças que emprestariam, com a sua presença no relvado, um rosto de esperança, de convivência, de pureza aos jogos do Europeu de Futebol 2004.

Neste propósito ou contrato teria existido (ou ainda existe) uma cláusula que impediria que a escolha recaísse sobre crianças com deficiência motora.

Por clara contingência dos ciclos da história, os mesmos, genericamente falando, que na câmara parlamentar defendiam a despenalização do aborto, estavam sob as câmaras da imprensa a insurgir-se contra esta discriminação racial, etc., etc. Do outro lado,… a outra facção!

Terrível sina esta em que ninguém se entende na política e é difícil entender alguém da política!?

Propomos, com o nosso modesto contributo, mais um apontamento de reflexão: não seria mais fácil aos pais da Fundação (Mc’Donalds) de solidariedade para com as crianças pensar em momentos comuns para uns e outros!?

Não defendemos que se trate de segregação mas também não aceitamos a exclusão só porque não reunirá as condições ideais para determinada coreografia. Por isso, o melhor seria… tirar da cabecinha soluções que envolvessem uns e outros. Simples, não é? Basta seguir o bom senso.

E já agora… bom senso também para os fazedores de casos. Há tantos “telhados de vidro”?! Assim, não admira que os jovens se afastem da política e que as próximas eleições, para além de todos as contingências, também encontrem, no primar pela ausência, o melhor voto.

Desportivamente… pelo desporto!