Avaliação de serviços públicos Com o objectivo de discutir a problemática da avaliação nos serviços públicos, decorreu, na Universidade de Aveiro, o colóquio “Avaliação de serviços públicos”, no qual foi debatida a avaliação em educação e em saúde.
Sobre a escolha destes temas, Claudia Sarrico, professora na Secção Autónoma de Ciências Sociais, Jurídicas e Políticas da Universidade de Aveiro, da organização do evento, referiu que “são temas a que toda a gente se sente ligada e que as pessoas consideram como tendo muita importância na nossa sociedade, e onde também há a percepção de que as coisas não estão tão bem como deveriam estar”.
A actualidade desses dois temas torna-se mais relevante devido à publicação anual do ranking das escolas e à avaliação dos hospitais sa, ainda que haja “outras coisas que não passam tanto pelo público e que nós também gostaríamos de discutir aqui, e que porventura serão até mais importantes e que potenciam o desenvolvimento das próprias organizações no sentido de prestarem melhores serviços”, já que, para Claudia Sarrico, “é importante a prestação de contas, mas também o é a melhoria do desempenho das organizações”.
Glória Ramalho, directora do Gabinete de Avaliação Educacional do Ministério da Educação e delegada do Ministério da Educação de Portugal no PISA (Programme for Internatiocnal Student Assessment), apresentou alguns dados estatísticos que, no seu conjunto, revelam a má posição portuguesa entre os 30 países da OCDE e os 32 países que integram o PISA. Portugal apresenta uma taxa de 45% dos jovens com idades entre 18 e 24 anos que não terminam o ensino secundário, quando a média da OCDE se situa nos 19%, sendo no 12º ano que se verifica a taxa mais elevada de abandono: 52,4%. Dos 32 países do PISA, só Portugal, Brasil e México têm alunos com 15 anos de idade a frequentarem os 5º e 6º ano do ensino básico.
C. F.
