Ele vem!

Estamos no limiar de um novo ano litúrgico. Ao iniciar este Advento, somos convidados a “vigiar”, porque não sabemos a que horas virá o dono da casa. Não é para nos assustar que Jesus nos faz essa advertência. É antes para espevitarmos a atenção aos sinais da Sua vinda permanente, neste tempo que é o da Igreja, para O acolhermos e deixarmos que aconteça Natal e contribuirmos para que haja Natal.

Esta atenção deve voltar-nos corajosamente para a realidade do mundo que integramos, assumindo as suas tribulações e esperanças, escancarando o coração a tudo o que é da vida da Humanidade, procurando aí o gozo da percepção do Reino ou o apelo para a intervenção esperançosa potenciando a sua germinação. Voltar-nos ousadamente para o nosso íntimo, sabendo que, na medida em que ele se abrir à Estrela de Belém, se tornará luz para vencer as trevas que destroem a pessoa humana e ensombram as sociedades.

Neste momento específico, muitas questões sobre a Educação se discutem na praça pública, umas com mais outras com menos serenidade: alargamento do horário escolar, aulas de substituição, educação da sexualidade nas escolas, avaliação das escolas…, com manifestações públicas de desagrado, de professores e alunos, com declarações umas sensatas outras polémicas. Certo é que está em jogo o presente e o futuro, porque sem o culto do trabalho, da educação integral, da liberdade de escolha de projecto educativo… não se ergue um país.

E como se poderá fazer Natal, neste complexo problema da Educação? E como estará o Verbo a fazer-Se Jesus nesta problemática intrincada? Batendo à porta de quem, solicitando a cada um o quê? Será que está a reclamar sinergias de todos: Escola, Família, Igrejas?… Sem preconceitos, sem “comissariados” políticos, ideológicos, mesmo religiosos?… Ele vem! Assim os nossos olhos e ouvidos O percebam!