Empate com sabor algo amargo

Circunstâncias

Estádio Municipal de Aveiro; domingo, 1 de Maio de 2011; Beira-Mar 1 (Yohan Tavares, 14’) Rio Ave 1 (Tarantini, 48’); árbitro: André Gralha (AF Santarém); cerca de 1000 espectadores.

Desfecho Justo

Em jogo disputado no último domingo no Estádio Municipal de Aveiro, o desfecho final da partida traduziu-se num empate entre o Beira-Mar e o Rio Ave. Apesar de tudo, este foi um resultado justo numa partida equilibrada com domínio repartido e pouca intensidade e ritmo de jogo baixo. Os auri-negros adiantaram-se no marcador, aos 14’, por Yohan Tavares, após um cabeceamento na sequência de um canto. Mas a equipa da casa não resistiu à pressão dos forasteiros e, na etapa complementar, por intermédio de Tarantini, em jogada de insistência, os visitantes alcançaram o empate.

Entrada a bom ritmo

Os minutos iniciais foram jogados a um bom ritmo entre as duas equipas, com um Rio Ave destemido, jogando um futebol a uma velocidade razoável, e um Beira-Mar que respondia também com algum perigo através de jogadas rápidas de contra-ataque, criando algumas dificuldades à defesa dos visitantes.

No aproveitar

é que está o ganho

Como já diz o ditado popular, “no aproveitar é que está o ganho…” Foi o que os aveirenses fizeram numa das oportunidades que dispuseram na primeira parte, já que, à passagem dos 14’, na sequência de um canto, Yohan Tavares cabeceia para o fundo das redes de Paulo Santos. O Beira-Mar chegava assim à vantagem numa partida pautada pelo equilíbrio. O Rio Ave sentiu o golo madrugador dos da casa e deixou de ser tão atrevido no último terço do terreno, deixando assim que os auri-negros controlassem as operações a meio-campo e conseguissem baixar o ritmo do jogo.

Resposta visitante

Na 2.ª parte, e apesar do Beira-Mar ter criado as primeiras oportunidades de golo, o Rio Ave subiu de rendimento e não demorou muito a empatar, visto que, aos 48’, Yazalde remata forte para defesa incompleta de Rui Rego e Tarantini, na recarga, faz o golo forasteiro. Após o golo do empate, a equipa da casa, tal como já havia acontecido no primeiro tempo com os visitantes, sentiu o golo sofrido e os vilacondenses passaram a dominar o jogo, criando diversas oportunidades para dar a cambalhota no marcador e passar assim para uma posição de vencedor na partida.

Bom contra-golpe

dos aveirenses

Após as alterações feitas por Rui Bento na etapa complementar, o Beira-Mar melhorou o seu rendimento e foi dando mostras do seu inconformismo perante o resultado, tendo em Artur, Tatu e Wilson Eduardo os homens mais insatisfeitos com o rumo que a partida levava. Para o Rio Ave, o empate era um bom resultado, ora os aveirenses terminaram a partida em cima do adversário, tentando sempre alcançar o golo que lhes desse a vitória.

Final habitual

Tudo somado, o resultado que se verificou no final da partida acabou por se ajustar bem àquilo que as duas equipas produziram dentro de campo, se bem que possa ter um sabor algo amargo para o Beira-Mar, que fez mais para conquistar os três pontos. Faltou-lhe pontaria na hora de rematar à baliza. O empate é o resultado habitual no confronto entre estas duas equipas. Assim foi nos últimos quatro jogos em Aveiro e o mesmo se verificou no confronto da primeira volta, em Vila do Conde.

João Paião