Partilha Realizou-se no passado sábado, dia 24, em Fátima, o Encontro Nacional da Pastoral Familiar, envolvendo representantes dos Secretariados Diocesanos e dos Movimentos e Serviços ligados à Família.
Entre as diversas actividades – acolhimento, oração, saudação e introdução aos trabalhos, esta feita pelo Senhor D. António Carrilho, Presidente da Comissão Episcopal para o Laicado e Família – duas são de destacar, a nosso ver, como pontos fortes do Encontro: reunião de grupos, para troca de experiências e iniciativas nas diversas dioceses sob o tema “A dinamização e divulgação nas Dioceses da Pastoral Familiar e das suas iniciativas. As vigararias/arciprestados e as paróquias. A particularidade dos casais novos”, da parte da manhã.
O outro ponto: sessão plenária sob o tema “A pastoral familiar como motor dos movimentos nas paróquias, no sentido de promover a sua acção e intervenção a nível paroquial. Mobilizar e motivar a Pastoral Familiar”, que ocupou a parte da tarde.
Foi uma rica partilha de experiências, iniciativas, dificuldades, sucessos, mas tudo e sempre com o dominador comum de todos os participantes: a procura do melhor caminho para a Pastoral Familiar a todos os níveis.
Há preocupação séria, a nível da Igreja portuguesa, pela problemática da Família e esse facto confirmou-se pela presença, neste encontro, dos cinco bispos que integram a Comissão Episcopal.
Ressalta também de algumas palavras que nos foram dirigidas pelo Presidente da Comissão: “Os adjectivos para classificar a família como célula da vida da Igreja e da sociedade, têm vindo a crescer de intensidade: de célula base, passou a célula fundamental, depois a célula insubstituível e agora se afirma como célula vital”.
Por isso, torna-se necessário e urgente olharmos para a família e para todas as situações que a envolvem, pois sem ela “não haverá estruturas humanas que possam sustentar e fazer crescer harmoniosamente, quer a Igreja, quer a sociedade”.
Foi afirmado também que “toda a actividade eclesial atinge ou envolve a família, pelo que não faz sentido que a Pastoral Familiar não esteja representada activamente numa Vigararia ou Secretariado Diocesano da Pastoral Geral.
Concluiu-se ser necessária uma colaboração entre o Secretariado da Pastoral Familiar e os diversos movimentos e Obras ligados à família. Cada um tem o seu campo de acção específico, mas se dermos as mãos e nos abrirmos mutuamente, todos teremos a lucrar. Sobretudo a nossa acção junto das famílias será mais eficaz. Para essa eficácia torna-se, assim, urgente uma corresponsabilidade dos movimentos, dos Secretariados e das equipas de animação da pastoral familiar.
Afirmou-se também que a acção junto das famílias será tanto mais eficaz quanto a nível paroquial, ou pelo menos a nível de zona (arciprestado/vigararia) houver uma equipa de pastoral familiar.
Ao Secretariado Diocesano cabe ser dinamizador de iniciativas que possam responder às necessidades da pastoral familiar local: Pastoral de namorados, CPM, casais novos, baptismo, etc., em colaboração estreita com as estruturas arciprestais e/ou paroquiais.
Sentiu-se também ser indispensável e urgente a formação de agentes de pastoral familiar e a procura de uma certa uniformização das acções de pastoral em cada Diocese.
Voltaremos a este assunto da Pastoral Familiar.
Manuel Araújo
