Milhares de professores e alunos vindos dos mais diversos pontos do país vão participar, no dia 29 de setembro em Fátima, na peregrinação nacional das escolas católicas.
Padre Querubim da Silva, presidente da Associação Portuguesa das Escolas Católicas (APEC), espera que a iniciativa mostre uma comunidade educativa “que sabe o que quer” e que continua a dar um “testemunho de qualidade”, apesar das dificuldades provocadas pela crise.
Apesar dos “cortes muito significativos” que têm sido aplicados no setor, “a verdade é que não tem havido escolas a fechar”.
“As pessoas esperam de nós uma boa gestão dos recursos, por muito escassos que sejam, e é isso que vamos procurar continuar a fazer”, salienta o dirigente da APEC e diretor do colégio diocesano de Calvão.
O sacerdote lamenta a redução dos meios estatais atribuídos ao ensino particular, uma situação que, na sua opinião, choca com a política de “esbanjamento” que vigora no setor público, com a aposta numa política de “construção e requalificação de escolas”. “Ter estabelecimentos com condições dignas é uma coisa, promover os luxos e os hábitos da pompa é outra coisa, que não está bem, é certo escândalo promover-se esta ostentação”, aponta.
A peregrinação das escolas católicas ao Santuário de Fátima, que inaugura o programa da Semana Nacional da Educação Cristã (entre 29 de setembro e 7 de outubro), vai ter como tema “Contigo, Maria, vamos”.
