O Nosso Jornal Há uma regra universal no jornalismo: não há jornal sem erros. Os jornais são sempre feitos dentro de prazos apertados, mesmo os semanários, como o nosso. E por muito que se reveja, escapam sempre erros: ortográficos, um ou outro gramatical, datas, nomes trocados… Mesmo nos grandes diários, que têm pessoas cuja única função é ler as notícias feitas pelos jornalistas antes de saírem para a rua (os chamados “copydesk”) e verificar os pormenores factuais, os erros surgem. Ainda há dias um jornal nacional trazia na capa um título que chamava para as páginas 32 e 33, quando depois a notícia aparecia nas páginas 2 e 3. Um outro escrevia em letras gordas “fazeria” em vez de “faria”. E na capa de um deles aparecia “comunidae” em vez de “comunidade”. Claro que os erros de uns não são desculpa para os erros dos outros. E a obrigação é melhorar sempre. Mas talvez ajudem a compreender os ossos do ofício.
No Correio do Vouga (como nos outros jornais), erros que não se encontram na leitura e releitura das notícias, antes de estarem impressas são detectados, ao primeiro olhar fortuito, depois do jornal ter saído para as bancas ou para a caixa de correio dos assinantes. É a ironia própria desta profissão.
Numa das últimas edições, por exemplo, dizia-se na capa que a diocese de Aveiro fez, no passado, cinco peregrinações a Fátima. Quem lesse o artigo na página 8 verificaria logo que foram seis (até estavam numeradas!). Falava-se no Pe. Luís Carneiro, quando o seu nome é (como uma leitora bem alertou) Carlos Carneiro, e ainda se trocava a data de um acontecimento. Erros lamentáveis, com certeza. Erros que apelam a um melhoramento contínuo.
