O Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro deve estar presente nos “novos areópagos”, nos “átrios dos gentios”.
Celebrando-se o 22.º aniversário do Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro (ISCRA), D. António Francisco realçou a que a formação teológica é eminentemente prática. “Procurais a sabedoria, a Palavra de Deus, o conhecimento, o sentido da vida. Não se trata de uma actividade egoísta de aprender apenas para si. Valorizamo-nos para melhor servir na família, na missão, no serviço da Igreja”, disse durante a Eucaristia, no dia 25 de Junho, perante direcção, alunos, professores e funcionários.
O Bispo de Aveiro afirmou que “ser instituição da Igreja”, como é o ISCRA, “só tem sentido quando o desejo humano se transforma em obra de Deus” e reforçou que a escola deve ser uma “estrada aberta”, em “diálogo com o mundo”, que “percorra os caminhos da humanidade”, sem “enclausuramentos”, mas capaz de “iluminar as esperanças constantes da nossa vida”. O ISCRA deve estar nos “novos areópagos”, nos “átrios dos gentios”.
Na linha da missão do ISCRA, porque “a Palavra é serviço à comunidade” e possibilita a “construção de um mundo melhor”, D. António Francisco aconselhou aos alunos a leitura da “Verbum Domini”, a exortação apostólica de Bento XVI que se seguiu ao sínodo sobre a Palavra de Deus, em 2010.
P.e Querubim Silva, presidente da direcção do instituto, sublinhou no final da Eucaristia que o ISCRA tem prosseguido três grandes objectivos. Em primeiro lugar, tem respondido à formação académica de nível superior, servindo-se do acordo com uma escola espanhola (Instituto San Agustin – Madrid). Depois, dá a “formação que a Diocese quer – ou não quer e não aproveita, nos seus diversos movimentos e comunidades, nas suas muitas mentalidades”, disse, numa alusão a iniciativas e cursos que, apesar da grande qualidade, não têm tido a participação desejável, em termos quantitativos. Por fim, o ISCRA tem levado a cultura cristã ao mundo, através de tertúlias, cursos de Verão, ciclos de palestras, entre outras iniciativas, numa política de “portas abertas para quem quiser entrar para reflectir sobre a ciência e fé, questões de fonteira, teologia e filosofia”.
O director informou ainda que, chegando ao fim em Setembro o terceiro e último ano do mantado da actual direcção, o Bispo de Aveiro já manifestou a vontade de reconduzir a mesma equipa num novo mandato. A direcção é constituída por P.e Querubim Silva, Ir. Rosa Maria e Luís Pereira da Silva.
Ainda durante a celebração, foi atribuído o Prémio D. António Marcelino às alunas Fernanda Capitão, Ana Maria Pinho Pereira e Maria Latícia de Oliveira. O prémio com o nome do bispo que fundou a escola diocesana de teologia distingue anualmente os melhores alunos.
J.P.F.
