Escuteiros distinguem Chefe Vitorina

Chefe Vitorina recebeu o Colar de Nuno Álvares, a mais alta condecoração escutista.

A dirigente escutista Vitorina de Azevedo, de Ílhavo, foi distinguida com o Colar de Nuno Álvares, a mais alta distinção do escutismo português. A cerimónia realizou-se no final do Conselho Regional de Aveiro (órgão máximo do escutismo regional), que decorreu no Seminário de Santa Joana, no dia 21 de Novembro.

Maria Vitorina Matias de Azevedo, em todo o meio escutista conhecida por Chefe Vitorina, é actualmente chefe-adjunta do Agrupamento de Ílhavo e elemento da equipa de formação de adultos a nível regional. Colabora ainda na reformulação dos programas educativos que o Corpo Nacional de Escutas está a levar a cabo. Fez a promessa escutista em 27 de Julho de 1969 e deste então tem-se notabilizado no serviço às crianças e aos jovens através da associação escutista. Profissionalmente, até 2004, foi professora de Ciências da Natureza e de Matemática no segundo ciclo.

Manuel Santos considerou justíssima a homenagem à chefe que é “um pilar” do escutismo na Região de Aveiro. “Com pessoas como ela, vamos conseguindo transformar o movimento e transmitir os valores do escutismo às novas gerações”, disse ao Correio do Vouga. O Chefe Regional destacou a “sabedoria e humildade” da Chefe Vitorina e realçou que a homenagem a esta chefe e a outros, com distinções menores, significa: “Queremos dizer às pessoas: «Gostamos que vocês estejam aí e que nos levem por aí». Por vezes, vemos apenas problemas. Temos de dar sinais. É importante assinalar as pessoas que são sinais para nós e que nos indicam o caminho”.

Carlos Alberto Pereira, Chefe Nacional, lembrou a dedicação da Chefe Vitorina, que conhece há bastante tempo, e manifestou-se honrado por atribuir tal condecoração, que é uma prerrogativa do Chefe Nacional.

Actividades lembram padres falecidos

No Conselho Regional apresentou-se o plano e orçamento para 2010-11 do movimento que congrega 43 agrupamentos e mais de três mil jovens na Diocese de Aveiro. O lema do ano é “Educação pelo amor” . Manuel Santos destacou a sintonia com a III etapa pastoral da Diocese de Aveiro (“A Igreja Diocesana orante é lugar de esperança”) e sublinhou o papel dos dirigentes enquanto educadores. “A que dirigentes têm direito os nossos escuteiros?”, interrogou, ecoando palavras do Bispo de Aveiro num encontro recente com dirigentes do CNE. “Com toda a certeza, aos melhores, os bens, os bem formados, os responsabilizados”, disse. E acrescentou a “metáfora do camião”: “Os camiões que transportam combustíveis exigem condutores rigorosíssimos. Nós, dirigentes, transportamos valores importantíssimos. Mas por vezes andam por aí umas carroças desengonçadas que só prejudicam, não transportam, deixam cair a carga preciosa…”

Do plano de actividades fazem parte duas novas iniciativas que homenageiam dois padres ligados ao escutismo recentemente falecidos. As “Jornadas do Tchill”, lembrando o P.e Miguel, é o novo nome dos espaços de formação. A “Tenda do Padre Valdemar” é um espaço de aconselhamento do Chefe Regional que há-de reunir três ou quatro vezes por ano, recordando o P.e Valdemar Costa.

No Conselho, como sinal de união e cooperação na educação dos jovens, participou Ondina Matos, directora do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional, que destacou que muitos dos jovens que andam nos grupos paroquiais são também escuteiros e manifestou a abertura do serviço que dirige para eventuais colaborações.

J.P.F.