Esperança

Os jovens descem à rua, para gritar que querem assumir valores positivos, que os princípios de educação moral e religiosa são fundamentais para sonhar e construir um projecto consistente de felicidade, que “moral é fixe”, surpreendendo quantos profetizaram um séc. XXI de vazio, de indiferença, de laicismo, surpreendendo quantos confundem a legítima laicidade do Estado com a imposição ditatorial do laicismo à sociedade.

Os discípulos sabem que não são mais do que o Mestre, que o discipulado genuíno, qual fermento na massa, tem de se confrontar com um Mundo que hostiliza a oferta de Salvação, que, “se fizeram isto ao ramo verde, o que não acontecerá ao ramo seco”?! A Cruz é o irrenunciável sinal de fidelidade ao Senhor Jesus.

Mas têm também o direito, todos quantos professam uma fé construtora da pessoa humana, de clamar as suas convicções, de denunciar as pseudo-democracias que multiplicam estratagemas para lhes calar a voz. Têm o direito e o dever de desmascarar todos os opressores, todos os usurpadores do poder, por golpes palacianos ou por subtis edifícios jurídicos, que outra coisa não buscam senão retirar direitos e liberdades fundamentais, como é a de professar e ensinar uma fé, desde que a sua prática respeite o bem comum.

Assistimos a uma descarada campanha de desacreditação da autoridade moral, especialmente do Papa, expressão mesquinha de uma inveja incontida pela incapacidade de ter uma voz que se lhe iguale. Ferindo o Pastor, têm a esperança de dispersar as ovelhas, para mais facilmente “venderem” o seu materialismo, o seu relativismo, a sua anomia…

A história ensina que caíram impérios e sistemas sociais e políticos, que varreram o Mundo tempestades de erros e ódios… Só o permanente emergir dos valores morais e espirituais abriu novos rumos aos tempos de trevas, às épocas que pareciam não ter solução à vista. A esperança cristã é a mola real para a abertura de novos horizontes. Hoje como ontem!