Estádio Nacional de Futebol Robótico na antiga Moagem

FÁBRICA Centro de Ciência Viva A Fábrica de Ciência Viva que é uma estrutura que visa promover a cultura científica e tecnológica através do incentivo à experimentação

Foi inaugurado oficialmente, na passada quinta-feira, o melhor Centro de Ciência Viva do País, instalado na antiga Fábrica Aveirense de Moagem.

Na visita pré-inaugural, concedida aos jornalistas, o responsável pela criatividade deste Centro, prof. Paulo Trincão, acompanhado do vice-reitor prof. Manuel da Assunção, deu a conhecer muito do mundo de arte e do saber avançado, esperando-se que os cinquenta mil visitantes/ano da velha fábrica de moagem aumentem a sua cultura.

Para aquele catedrático, “o facto de a Universidade de Aveiro ter um papel central na criação e gestão deste centro, oferece características particulares. A interacção com escolas de diferentes níveis de ensino, bem como a conquista de novos públicos para a ciência e tecnologia, são apostas fortes deste Centro”, diz.

“É o único Centro de Ciência Viva no nosso País que reúne experiências interactivas, espaços intermodais e tratamento cénico”, referiu aos jornalistas Paulo Trincão.

Para o vice-reitor, prof. Manuel da Assunção, o Centro fará parte dos Centros de Ciência Viva, sendo este da responsabilidade da Fundação João Jacinto de Magalhães, Universidade de Aveiro e autarquia aveirense. Apresenta na primeira fase Salas de Exposições Temporárias e de Projecção; Os Genes e a Alimentação, Laboratório Didáctico para experiências. E como grande novidade, o primeiro Estádio Nacional de Futebol Robótico e uma cozinha laboratorial.

Abrirá em breve, o Café de Ciência e Loja da Ciência.

Escola de pós-graduação

Na inauguração oficial, Rosália Vargas, directora da Agência Nacional da Cultura Científica e Tecnológica, enalteceu a estrutura e desafiou mesmo os parceiros a candidatarem esta Fábrica-Ciência à Rede Internacional de Centros de Ciência, sublinhando que “o Centro teve a sorte de nascer de uma família (entidades já referidas) bem preparada para o trazer à luz do dia”, reforçando que a “Universidade de Aveiro possui todas as valências necessárias para a produção, concepção e realização de todos os projectos a que esse espaço se compromete realizar.”

Para a reitora, Helena Nazaré, a UA tem agora o desafio “de promover a cultura científica e tecnológica e artística, contribuindo para a mudança de mentalidades e de ideias concebidas sobre a Ciência”.

Por seu turno o edil aveirense, Alberto Souto, disse que o local foi disputado por muita gente, designadamente por grandes empresários, porque viam naquela zona algo de muito rentável. Porém, a Câmara e a Universidade sonharam mais alto e conseguiram apostar na cultura”. A área total é de 10 mil metros quadrados e o investimento da UA foi de dois milhões de euros. A reitora, Helena Nazaré, anunciou ainda que nos dez mil metros quadrados poderão ser instaladas uma escola para as pós-graduações e alojamentos para os estudantes universitários.