Estilo de vida mais saudável precisa-se

Escola Superior de Saúde da UA no Fórum No corre-corre da vida, nem sempre nos apercebemos do mau estado da nossa saúde. Ir ao médico, só quando as dores ou os incómodos nos assustam. Certos disso, professores e alunos da Escola Superior de Saúde da Universidade de Aveiro (UA) quiseram ajudar as pessoas e instalaram-se por uma horas no Fórum, na terça-feira. Foi uma acção desenvolvida no âmbito da mostra científica daquela universidade, a decorrer até hoje, 5 de Novembro.

Elsa Melo, professora da UA, referiu ao Correio do Vouga que o objectivo desta iniciativa se prende com a preocupação de ajudar alunos a vestirem a bata e a sentirem na pele o papel de enfermeiros cuidadores, levando à prática rastreios ao nível da hipertensão arterial, glicémia capilar e colesterolémia, junto da população que frequenta o Fórum.

“Pretendemos mostrar aquilo que é o trabalho de um enfermeiro em termos de encaminhar as pessoas para estilos de vida mais saudáveis”, afirmou aquela professora, que logo adiantou ter esta acção o objectivo de alertar para o cuidado que devemos ter com a saúde, “porque todos somos co-responsáveis por ela”.

Frisou que temos de saber como fazer uma alimentação saudável, mas ainda lembrou que o exercício físico é importante, “em função do nosso estado geral e da nossa idade”. “As pessoas têm de tomar consciência de que ninguém pode fazer por elas aquilo que elas devem fazer”, sublinhou Elsa Melo.

Recomendou, ainda, refeições de três em três horas, de pequenas quantidades, “para que os alimentos sejam absorvidos de uma forma adequada”, desde o pequeno almoço ao deitar.

Por sua vez, o professor da mesma universidade, João Carlos Pereira, considerou importante este contacto que os alunos da Escola Superior de Saúde da UA mantiveram com as pessoas, desenvolvendo práticas que “terão de fazer durante toda a sua vida profissional”.

Entretanto, lembrou que a tensão arterial elevada é normal no nosso País, salientando que, em termos de obesidade, Portugal começa a ter alguns problemas, fundamentalmente “por falta de exercício físico e por excesso de fast-food”.

Durante esta iniciativa, os actuais e futuros profissionais de saúde estiveram, ainda, disponíveis para explicar quando se deve recorrer à Terapia da Fala, assim como prestaram informações sobre a necessidade da vacinação e da prevenção em saúde, através do recurso a exames de rotina.

Professores e alunos envolvidos nesta acção, contactados pelo Correio do Vouga, consideram que a Escola Superior de Saúde da UA tem condições para desenvolver os projectos que lhe estão cometidos, apesar de algumas dificuldades inerentes ao Ensino Superior em Portugal, como é sabido.