Estudantes católicos reflectem sobre Ensino Superior

Conselho Nacional do Movimento Católico de Estudantes Mesmas oportunidades

«Constatamos que a universidade deve ser, acima de tudo, um universo de saberes, em que o acesso aos vários recursos deve ser equitativo, isto é, pessoas com mais ou menos possibilidades devem ter as mesmas oportunidades, nomeadamente ao nível dos recursos informáticos, bibliográficos, económicos, entre outros.

Enquanto estudantes cristãos, temos, no entanto, consciência de que um ES de qualidade passa por nós. (…) Há que garantir que as necessidades sentidas pelos estudantes sejam compreendidas e cheguem aos órgãos superiores de decisão.»

Orientador do seu próprio curso

«Pensamos ser necessário criar espaços para estimular o estudo fora de aulas e sobretudo criar condições para que o estudante se torne orientador do seu próprio curso, isto é, para que ele tenha a possibilidade de escolher as disciplinas que lhe pareçam mais favoráveis ou adequadas ao seu percurso universitário, de frequentar semestres ou anos noutro estabelecimento de ensino a nível nacional e internacional.»

Condições para estudar fora

«Somos fortes apoiantes das políticas de intercâmbio entre os estudantes. Estas proporcionam uma permuta sócio-cultural e uma experiência enriquecedora, a nível pessoal e dos próprios países.

É importante criar condições que possibilitem a preparação prévia de um jovem que queira estudar fora do próprio país, facilitando para tal cursos da língua do país de des-tino, promovendo a recepção e integração dos estudantes de ERASMUS e, se necessário, oferecer apoio no sentido do financiamento, exigindo informação mais clara e acessível sobre o programa e finalmente a simplificação de todos os passos burocráticos que (…) constituem autênticas barreiras para o sucesso desses intercâmbios.»

Atitude pró-activa do aluno

«Na relação professor/aluno, parece-nos vital reforçar a componente pedagógica na formação dos professores, devendo esta ser con-tínua, acompanhando a evolução dos programas e as necessidades dos alunos. Defendemos uma atitude pró-activa por parte do aluno e o acompanhamento mais pessoal por parte dos professores.»