Estudo da UA afirma que portugueses têm boa capacidade de trabalho

Universidade de Aveiro conduziu maior estudo realizado em Portugal. Os polícias são os mais aptos.

“Os portugueses possuem, em média, boa capacidade para o trabalho” – é a principal conclusão do maior estudo alguma vez realizado em Portugal sobre a capacidade dos portugueses para o trabalho, investigação realizada pela Universidade de Aveiro (UA), entre 2008 e dezembro de 2011, com financiamento da FCT, e que envolveu 4162 trabalhadores, do norte ao sul do país.

Para além de avaliar a perceção que cada indivíduo tem da sua capacidade para responder às exigências do trabalho, a investigação da UA estudou também os fatores psicossociais que influenciam os trabalhadores, tais como exigências cognitivas e emocionais, recompensas, significado do trabalho, conflito trabalho família, stress e saúde geral.

O estudo concluiu que há “2,2% da população portuguesa com pobre capacidade para o trabalho, cerca de 20% com moderada, 44,7% com boa e 33,2% com excelente capacidade para trabalhar”.

As forças policiais, com 41,29 pontos em 49 possíveis, é, segundo o estudo da UA, o setor com maior capacidade para o trabalho em Portugal, seguindo-se os setores da indústria, do comércio e da saúde, com 41,07, 40,67 e 39,45 pontos, respetivamente. O setor em estudo onde os trabalhadores têm menor capacidade para o trabalho é o do ensino, com 38,91 pontos.

Por sexos, os homens têm melhor capacidade de trabalho do que as mulheres, com cerca de 41 e com 39,76 pontos, respetivamente. Já no que se refere à idade, a máxima capacidade de trabalho é atingida na faixa etária dos 25 aos 29 anos. A partir dos 45 anos, a capacidade entra em franco declínio, até atingir o seu mínimo, aos 65 anos.

O estudo revela ainda que os homens têm no local de trabalho mais influência, mais reconhecimento, mais apoio dos superiores, mais sentido de grupo e de comunidade, percecionam a chefia com mais qualidade, sentem mais justiça e respeito, têm uma perceção de si como mais auto eficaz e sentem mais satisfação. As mulheres têm mais ritmo de trabalho, mais exigências emocionais, maior insegurança em relação a ficarem desempregadas, mais stress e mais sintomas depressivos.