Livro Magdi Cristiano Allam, figura de relevo em Itália, subdirector do jornal “Corriere della Sera”, recebeu de Bento XVI, na vigília pascal do ano passado, o Baptismo, a Confirmação e a Eucaristia. Após “uma prolongadíssima luta vivida como muçulmano”, com uma “história pessoal de dúvidas, lacerações e tormentos”, converteu-se ao catolicismo. Reencontrou-se.
A história inspirada e emotiva da conversão, contada em três capítulos, cada um com o nome de um dos sacramentos da iniciação, está desde há meses publicada em português, pela Gráfica de Coimbra 2.
Por causa da conversão e de opiniões contra o islamismo radical, Magdi Cristiano Allam tem sido alvo de ameaças de morte.
O livro vale pelo testemunho pessoal, certamente, mas é também uma excelente radiografia do ambiente espiritual e cultural da Europa em textos como este, do jornalista Andrea Pamparana: “Se a Igreja fala, pode-se escutar, pode-se ignorar, pode-se criticar mesmo asperamente, e até com zombaria. Se o Papa fala em defesa da vida e da família natural, podem organizar-se manifestações com fingidos cardeais transexuais, com carros alegóricos e palanfrórios blasfemos, reportagens na televisão e nos jornais. Mas, se alguém ousar criticar o islão, não só terá à perna os muçulmanos mas, ainda e sobretudo, será posto na mira dos compatriotas relativistas, para não dizer de muitos católicos” (pág. 152).
Se quisermos exemplos na sociedade portuguesa, basta pensarmos nas reacções às palavras de D. José Policarpo sobre os casamentos com muçulmanos ou às de Bento XVI sobre a homossexualidade (no início do ano) ou o preservativo (na ida a África).
J.P.F.
Dia mais belo da minha vida
“Foi o dia mais belo da minha vida. Receber o dom da fé cristã na festa da Ressurreição de Cristo, das mãos do Santo Padre, é um privilégio sem comparação e um bem inestimável. Para mim, com quase cinquenta e seis anos, é um acontecimento histórico, único e inesquecível, que assinala uma reviravolta radical e definitiva relativamente ao passado. Na noite de 22 de Março de 2008, na Vigília Pascal, durante a solene liturgia celebrada na magnificente Basílica de São Pedro, berço da nacionalidade, renasci para Cristo”.
Magdi Cristiano Allam
