90 por cento da produção destina-se à exportação As conservas portuguesas não têm rival no mundo
No navio-museu Santo André, que se encontra atracado no Forte da Barra, esteve patente ao público, durante o mês de Agosto, a exposição “Saber, sabor, saúde em conserva”, que historiou a indústria da conserva de peixe em Portugal.
Esta exposição deu a conhecer aos visitantes a imensa variedade de conservas de peixe produzidas em Portugal e a sua qualidade. “Por vezes, as pessoas têm uma ideia errada da alta qualidade das conserva de peixe que se fazem em Portugal”, sublinhou Rubem Maia, presidente da Associação dos Industriais de Conserva de Peixe.
Em Portugal, fazem-se os mais variados tipos de conservas de peixe, como as tradicionais conservas de sardinha e de atum, até ao bacalhau, passando pelos filetes de cavala, anchovas, mexilhões, caldeiradas de lulas, chocos e as diversas especialidades.
Actualmente, o número de fábricas de conserva de peixe é mais reduzido do que há alguns anos atrás, mas, como afirma Rúben Maia, “a dimensão mantêm-se praticamente a mesma em termos de produção nacional, embora com menor número de unidades, mas a eficiência é nitidamente superior”, pelo que “as conservas portuguesas não têm rival no mundo”.
As conservas de peixe são, no dizer do presidente da associação dos industriais do sector, “um dos produtos em que Portugal pode e deve apostar, porque é um produto cem por cento português, cuja produção é em noventa por cento dedicada à exportação e que, de facto, é uma actividade que tem de ser e deve ser apoiada, porque é uma actividade industrial tradicional portuguesa com um grande valor acrescentado para Portugal, devido às suas exportações”.
Álvaro Garrido, director do Museu Marítimo de Ílhavo, sublinhou que a exposição evocou “a memória da indústria conserveira em Portugal, que nesta zona não teve uma expressão tão relevante quanto noutras zonas do país”, ao mesmo tempo que lançou “um olhar para o futuro, na medida em que a Associação dos Industriais de Conservas de Peixe se juntou a esta exposição, dando-lhe a perspectiva da relevância económica e social que a indústria conserveira mantém no âmbito da indústria transformadora no sector da pesca”.
A exposição surgiu por iniciativa do deputado ilhavense Jorge Tadeu e foi promovida pela Câmara Municipal de Ílhavo e pelo Museu Marítimo de Ílhavo, com o apoio da Associação dos Industriais de Conservas de Peixe, da Direcção Geral das Pescas e do Museu Municipal de Portimão, entre outras entidades.
