Faleceu D. Albino Cleto, bispo emérito de Coimbra

Natural da Guarda, padre do Patriarcado de Lisboa, D. Albino Cleto foi Bispo de Coimbra de 2001 a 2011. Morreu na sexta-feira.

Faleceu no dia 15 de junho, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, D. Albino Cleto, bispo Coimbra entre 2001 e 2011. Tinha 77 anos. O seu funeral realizou-se na segunda-feira, 18, na Sé Nova de Coimbra, seguindo o cortejo fúnebre para sua terra natal, onde foi sepultado.

O prelado desempenhou vários cargos na Conferência Episcopal Portuguesa, onde foi secretário e porta-voz, presidente das Comissões Episcopais de Liturgia e Educação Cristã e coordenador das Comemorações dos Cinco Séculos e Encontro de Culturas. Atualmente fazia parte da Comissão Episcopal para a Liturgia e a Espiritualidade.

Natural da freguesia de São Pedro, em Manteigas, na Diocese da Guarda, onde nasceu a 3 de março de 1935, D. Albino Mamede Cleto frequentou o seminário do Patriarcado de Lisboa, comunidade onde foi ordenado presbítero a 15 de agosto de 1959. Frequentou a Universidade Clássica de Lisboa, onde obteve, na faculdade de Letras, a licenciatura em Românicas e foi professor ocasional, na Universidade Católica de Lisboa, de Línguas e Literatura.

No exercício do seu ministério presbiteral, na Diocese de Lisboa, fez parte da equipa formadora do Seminário de Almada como perfeito de estudos e vice-reitor; presidiu à comissão administrativa do Santuário de Cristo Rei; foi pároco da paróquia da Estrela e membro da Comissão Diocesana de Arte Sacra do Patriarcado.

A 6 de dezembro de 1982 foi nomeado bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa, com o título de Elvira, pelo Papa João Paulo II, tendo sido ordenado a 22 de janeiro de 1983, no Mosteiro dos Jerónimos. A Santa Sé nomeou-o Bispo Coadjutor de Coimbra no dia 29 de outubro de 1997, tendo tomado posse no dia 11 de janeiro de 1998. Por resignação de D. João Alves, assumiu o governo da Diocese de Coimbra a 24 de março de 2001.

D. Albino Cleto foi também presidente da Comissão Episcopal dos Bens Culturais da Igreja e vogal da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais.

A 28 de abril de 2011, por nomeação de D. Virgílio Antunes, passou a ser administrador apostólico da Diocese de Coimbra, tendo ficado bispo emérito a 10 de julho de 2011.

J.P.F. com Ag. Ecclesia

DEPOIMENTOS

“Exerceu um magistério e uma ação pastoral marcantes, quer pelo seu sentido humanista de abertura ao mundo, quer pela clarividência com que, na linha do ensinamento do Concílio Vaticano II, soube ler os sinais dos tempos”.

Cavaco Silva,

Presidente da República

“Nosso Senhor tem os seus caminhos, achou que ele merecia já o prémio eterno (…) Alguns colegas até brincavam com ele porque interpretavam a sua candura interior como uma certa ingenuidade”.

D. José Policarpo, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa

“O seu modo de ser e a sua atitude de vida tornaram-no um homem de Deus, numa relação de proximidade e amizade, que deixou marcas no Povo de Deus, tanto nos leigos e religiosos como sobretudo nos sacerdotes”.

D. Virgílio Antunes,

Bispo de Coimbra

“A sua inteligência, humanismo e cultura ficam na memória de todos”.

Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura