Educação As três instituições formam as mesmas pessoas e cidadãos. Devem cooperar. O padre pode assumir um papel fundamental, procurando “maior harmonia” entre os três campos
Família, escola e comunidade devem estar unidas na missão educativa. E, na união destes três campos que “modelam” o ser de cada um e “preparam o futuro”, formando pessoas e cidadãos, tem um papel fundamental o padre, quer assumindo a catequese como “actividade prioritária”, quer procurando “maior harmonia”entre eles.
Estas ideias estiveram no centro da homilia do Bispo de Aveiro, na Missa que encerrou a Semana Nacional da Educação Cristã.
D. António Francisco realçou que a educação implica “um trabalho conjunto entre párocos, famílias, catequistas, professores de Educação Moral e Religiosa Católica e outros agentes educativos, a fim de se apoiarem na sua missão, de lhes proporcionarem um enquadramento comunitário e de procurarem uma maior harmonia entre as acções pastorais, desenvolvidas nas famílias, nas escolas e nas paróquias”.
O Bispo de Aveiro presidiu à celebração na Igreja da Gafanha da Nazaré, perante a comunidade cristã local e alguns professores de EMRC e catequistas vindos de outros pontos da Diocese. A Missa foi transmitida pela Rádio Renascença.
A Semana Nacional da Educação Cristã decorreu de 4 a 11 de Outubro, numa altura em que as escolas e as paróquias tudo fazem para acolher bem os seus alunos e catequizandos, como observou D. António Francisco. O prelado notou, por outro lado, que a educação cristã tem este ano novos manuais, referindo-se aos livros de EMRC e aos catecismos que acabam de ser publicados.
Em dia de escolha dos poderes locais, o Bispo de Aveiro lembrou que “a educação está cada vez mais vinculada às autarquias”, num “serviço de proximidade”, já que em diversos casos as autarquias são responsáveis por instalações escolares e funcionários não docentes. Delas também “depende o bem das crianças e dos jovens”, pelo que D. António Francisco desejou que os autarcas desenvolvam um bom trabalho ao serviço do bem comum.
J.P.F.
Transbordante alegria
“A vida das nossas terras tem mais sentido e maior encanto com a presença e com o trabalho das escolas ao longo do tempo lectivo e com a acção pastoral das comunidades. É a vida transbordante de alegria e de esperança que habita as casas, percorre os caminhos, preenche por inteiro as escolas e dinamiza as comunidades cristãs.
A família, a escola e a comunidade modelam o nosso ser e o nosso agir e preparam-nos para o futuro como pessoas, como cidadãos e como crentes. Daí a sua imensa importância e a sua indispensável missão”.
Excerto da homilia
de D. António Francisco
