Fernão de Oliveira, “uma das mais ilustres e marcantes personalidades do séc. XVI português”

Monsenhor João Gaspar autografa o livro do Pároco de Couto do Mosteiro, onde foi batizado Fernão de Oliveira
Monsenhor João Gaspar autografa o livro do Pároco de Couto do Mosteiro, onde foi batizado Fernão de Oliveira

Fernão de Oliveira, ligado a Aveiro, escreveu a primeira gramática de português, livros sobre marinha e uma história de Portugal. Biografia escrita por Mons. João Gaspar foi apresentada na Universidade de Aveiro.

 

“Fernão de Oliveira”, Humanista Notável”, obra sobre o aveirense que no século XVI escreveu a primeira gramática de português e diversos livros sobre náutica, foi apresentada na Universidade de Aveiro (UA), na tarde de 29 de junho. Na sessão, além do autor, Monsenhor João Gaspar, intervieram o vice-reitor José Alberto Rafael, que leu uma mensagem do reitor da UA, o professor Jorge Arroteia, que apresentou a obra, e o professor Carlos Morais, que escreveu o prefácio do livro de João Gaspar e, em 2009, coordenou um livro de 600 páginas com 25 estudos sobre Fernão de Oliveira (Fernando Oliveira, Um Humanista Genial. V Centenário do seu Nascimento, edição da Universidade de Aveiro), incluindo um texto de Mons. Joãs Gaspar.
Entre a meia centena de pessoas no Auditório Mestre Hélder Castanheira, estavam D. António Moiteiro, Bispo de Aveiro, e P.e Carlos Casal, pároco de Couto de Mosteiro. Foi em Couto de Mosteiro, perto de Santa Comba Dão, que Fernão de Oliveira foi batizado, pelo que, como explicou Mons. João Gaspar, lá terá nascido. No entanto, nos autos da Inquisição e em algumas das suas obras, Fernão de Oliveira apresenta-se como aveirense e, na “Gramática”, ao discorrer sobre a etimologia de três topónimos, não esquece o de Aveiro (os outros são Santarém e Lisboa), sendo certo que os seus pais e antepassados paternos e maternos eram de Aveiro.
O professor Jorge Arroteia elencou uma série de momentos e escritos, desde a década de 1980, em que Mons. João Gaspar já se interessara pela figura do aveirense quinhentista. Carlos Morais destacou que “Fernão de Oliveira teve uma das vidas mais atribuladas do seu tempo”, entre vida religiosa, viagens pela Europa e perseguições da Inquisição, sendo “uma das mais ilustres e marcantes personalidades do séc. XVI português”.
Mons. João Gaspar, falando nos momentos finais da apresentação, afirmou que este livro se insere num objetivo a que muito se tem dedicado: “tornar mais conhecida a nossa terra, para ser mais amada”.