Vivemos no passado dia 20 de maio, em Calvão, a festa diocesana das famílias, sob o lema “Para uma família + feliz + amor”, e com a qual concluímos a IV etapa do Plano Pastoral que estamos a viver e que agora nos lança na Missão Jubilar, a propósito da celebração dos 75 anos da restauração da Diocese.
Depois do que vivemos neste dia, e já a dias de distância, o que nos permite um olhar sereno, entendi que devia escrever estas palavras, fruto dos sentimentos que vivi e do rescaldo que fui ouvindo.
Nem tudo correu bem: as condições meteorológicas não permitiram a missa no exterior; a “confusão” consequente, na oração da manhã; e o espaço tão pequeno, apesar de grande, para a celebração da Eucaristia. Outros pormenores também foram menos positivos, mas a avaliação do dia certamente ajudará a corrigi-las.
Mas, hoje, vale bem mais a pena olhar o positivo do dia. Em primeiro lugar, a capacidade de mobilização da nossa Diocese, que juntou mais de oito mil pessoas neste dia. Para este fator contribuiu uma Igreja inteira: bispo, padres, diáconos, religiosos e leigos. Contribuíram os serviços diocesanos e movimentos. E também a caminhada da família, vivida na quase totalidade das nossas paróquias.
Que graça de Deus ver voluntários, jovens e menos jovens, de movimentos, serviços e paróquias empenhados na preparação da logística do dia: preparação de palco, refeições, locais de oração, praça das famílias, jogos tradicionais e espaço para o “fé’stival” que antecedeu a celebração do dia. Que força sentida em tantos jovens e escuteiros que acolheram e ajudaram na organização do trânsito. A força da presença de tantos fez esquecer o desconforto da chuva.
Que maravilha ver o Colégio de Nossa Senhora da Apresentação de Calvão cheio, mas sobretudo disponível para ceder instalações e colaborar com os seus funcionários para que tudo corresse como programado.
Tantos “anónimos” que colaboraram e de quem não arrisco o nome – para de ninguém me esquecer.
O dia, centrado na vivência familiar, teve o seu ponto alto na Eucaristia, mas foi igualmente forte no encontro, no convívio, na oração, no lazer e também na formação informal prestada pelos serviços e movimentos da pastoral familiar.
A Palavra vigorosa e assertiva do nosso bispo deu alento e ânimo para que as nossas famílias sintam que são preocupação da vida da Igreja e ao mesmo tempo lançou-nos na Missão Jubilar que temos à porta.
Fomos Igreja mobilizada e em movimento. Fomos Igreja livre, criativa e feliz.
Obrigado, Diocese de Aveiro.
É assim que partimos para a Missão, certos de que é o Espírito de Deus que nos anima e que contamos na Missão com o exemplo de Maria, nossa Mãe e Mãe da Igreja, e com a proteção de Santa Joana, nossa padroeira.
P.e Francisco Melo,
vigário episcopal para a Pastoral Geral
