Fim-de-semana negro para Portugal

Espanha à frente também na…bola O fim de semana foi negro para Portugal. Também aqui estamos a levar… cartadas!…

Num jogo amigável só o foi para os portugueses, porque com os espanhóis não se brinca!

Portugal: Ricardo (Quim, 77), Miguel, Fernando Meira (Jorge Andrade, 46), Fernando Couto, Nuno Valente (Rui Jorge, 46), Costinha, Maniche (Frechaut, 69), Rui Costa (Deco, 62), Sérgio Conceição (Boa Morte, 46), Luís Figo e Pauleta

(Suplentes: Quim, Jorge Andrade, Beto, Rui Jorge, Frechaut, Deco e Boa Morte)

Espanha: Casillas (Cañizares, 66), Michel Salgado, Juanito, Marchena, Puyol (Romero, 46), Xabi Alonso, Baraja (Xavi, 46), Etxeberria (Joaquin, 46), Vicente (Reyes, 46), Raúl (Diego Tristan, 46) e Fernando Torres (Valeron, 46)

(Suplentes: Cañizares, Garcia Calvo, Romero, Xavi, Valeron, Joaquín, Reyes e Diego Tristan)

Árbitro: Marian Salomir (Roménia)

Acção disciplinar: Cartão amarelo para Sérgio Conceição (38), Fernando Couto (43) e Michel Salgado (53)Assistência: 21.176 espectadores

Quando um jogo corre muito mal, os críticos costumam dividir-se em opiniões antagónicas, cuja intenção é semelhante: uns defendem que foi uma jornada “para esquecer”, no sentido de rapidamente apagar da memória a vergonha e outros sentimentos embaraçosos que possamos ter vivido; outros afirmam a necessidade de ter bem presente as peripécias do jogo, como forma de aprender com os erros e para nunca mais se repetirem…

Poderia existir uma terceira hipótese, se José Mourinho fosse seleccionador nacional. Neste caso, teríamos todos a certeza de que a Noruega iria “pagar a factura!”; mas a realidade é bem mais dolorosa e cara…

Foi preciso ter-se contratado o treinador campeão do Mundo, com salário equivalente, para voltarmos a perder com a selecção vizinha, o que já não acontecia desde 1958!

Aliás, a crítica e os adeptos em geral começaram a apontar espingardas para Scolari, recordando talvez que a campanha da nossa selecção com o treinador brasileiro é composta de duas derrotas convincentes contra Espanha e Itália, algumas vitórias magras contra formações fraquinhas e apenas uma vitória, “sem espinhas”, curiosamente frente ao Brasil e… nas Antas, onde Felipão (agora Felipinho para muitos) tem comprado muitas guerras ao não convocar Vítor Baía e Ricardo Carvalho… Certamente Scolari terá menos espaço para errar a partir de agora, porque, como afirma, se estes jogadores fazem a sua selecção, então as garantias de sucesso não poderão ser muitas…

Quanto ao jogo propriamente dito, Portugal levou um banho de bola dos espanhóis e perdeu por 3 golos sem resposta. O resultado até poderia ter sido mais expressivo, mas o mais preocupante são a ineficácia ofensiva e as falhas defensivas, ou seja, quase tudo! Portugal, inclusive, mostrou falta de fair-play, tendo o árbitro sido complacente com Fernando Couto e Sérgio Conceição. No final, houve uma vaia monumental e muitos lenços brancos para o seleccionador de Portugal, que assumiu desde logo as culpas do desastre.

No dia anterior, a selecção sub-21 tinha sido derrotada pela sua congénere turca, em Viseu, por 1-2. Nem os “reforços” que habitualmente são convocados para a selecção principal valeram às nossas “esperanças”, que assim complicam o apuramento para o Europeu da categoria, já que o primeiro lugar é inacessível e o segundo posto apenas dará acesso a um “play off”.