A diferença entre o que se passa entre nós e as eleições americanas é tão grande que quase não faz sentido falar dela. É “apenas” isto: são os eleitores que escolhem os candidatos e não os aparelhos partidários.
Manuel Queiró
Público, 06-03-08
O País oscila entre o oásis e o abismo.
Leonel Moura
Jornal de Negócios, 05-03-08
Faltam movimentos que defendam ideias e entendam o futuro do País e do Mundo por oposição à modorra do ‘centrão’, à ineficiência dos que temam ser de direita e ao desapego à realidade dos que ficam mais à esquerda.
Leonardo Ralha
Correio da Manhã, 05-03-08
Estando o Governo e a oposição na “rua”, frente a frente, estamos numa situação em que se vai para a “rua” por falência [ou inexistência] de mecanismos institucionais que impliquem mediações no processo político. Falência no Parlamento, em primeiro lugar, dos partidos, em particular do PSD, na oposição, e do PS como apoiante do Governo, falência de muitos instrumentos de mediação. Por isso é que, estando toda a gente na “rua”, nem sempre se sabe como de lá sair.
José Pacheco Pereira
Público, 08-03-08
Portugal está desanimado e todos os lamentos indicam a causa: os políticos não prestam. (…) Mas é preciso perceber que o mal não vem dos políticos, mas da esclerose. O mal não está nos políticos. Está em nós.
João César das Neves
Diário de Notícias, 03-03-08
É condição necessária (entre outras) que mais pessoas se venham a interessar pela vida pública. E tal não acontece, porque um bom quadro não está para correr o risco de vir a ser enxovalhado todos os dias e, ainda por cima, ganhando menos, ou seja, pagando para tal. (…) Melhores remunerações não transformam políticos corruptos ou incompetentes em pessoas decentes, mas melhores condições financeiras atraiem outra gente, mais capaz e mais honesta, afastando aqueles.
Luís Campos e Cunha
Público, 07-03-08
(…) Os principais bodes expiatórios são os “poderosos”, os “ricos”, os “políticos” (como noutros tempos foram os “aristocratas”, os “judeus”, os “padres”, os “comunistas”, os “maçons”). Se eles não existissem, teriam de ser inventados, pois sem eles não teríamos outra alternativa que não fosse meter a mão na consciência e concluir que a culpa do que nos acontece é realmente nossa.
José Miguel Júdice
Público, 07-03-08
