A(s) Igreja(s) não precisa(m) de pequenos e reles privilégios, que devia(m) evitar. Mas, garantidos os direitos humanos e no quadro do respeito pela autonomia dos indivíduos e pelo pluralismo democrático, as religiões podem dar, como escreveu J. Habermas, contributos significativos mediante os seus recursos simbólicos e a sua capacidade superior de “articular a nossa sensibilidade moral”.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 14-06-08
A percepção que existe, hoje, é de que a contestação faz o Governo recuar, mesmo quando as reformas estão, genericamente, correctas. Esta percepção é fatal e dá ânimo a novas manifestações, quando não há violência e à arruaça. Ganha quem barafustar mais. Errou ao pensar que, cedendo nas reformas, acalmava os protestos, quando apenas incita outros noutras áreas.
Luís Campos e Cunha
Público, 13-06-08
Em Portugal, a justificação para não fazer, fazer pouco ou fazer mal é a falta de dinheiro. O deficit serviu como uma justificação pronta e inquestionável para reduzir o grau de exigência e de expectativa colectivo. Ora, se há algo tão importante, num período de vacas magras, como o rigor gestionário, e muito mais estimulante, é a imaginação para fazer mais com o mesmo ou para fazer bem com menos.
Maria José Nogueira Pinto
Diário de Notícias, 12-06-08
Estamos numa encruzilhada político-social que não é só nossa e que, portanto, nunca solucionaremos unilateralmente.
João Marques dos Santos
Correio da Manhã, 14-06-08
D. José Policarpo decidiu lançar um inquérito para avaliar a importância que os católicos praticantes, da Diocese de Lisboa, dão à Bíblia. A conclusão não é desastrosa nem brilhante. Não é desastrosa, porque a maioria dos católicos de Lisboa já tem a Bíblia em casa. Poucos a lêem. É a bela adormecida.
Público, 15-06-08
É irónico que seja o país que mais ganhou com o processo de construção europeia a pôr agora em causa o Tratado de Lisboa. Este “não” irlandês reflecte sobretudo razões de política interna, como muitas vezes tem acontecido nos referendos sobre a Europa.
Editorial
Diário de Notícias, 14-06-08
O problema dos líderes europeus é que nenhum deles é capaz de associar o Tratado de Lisboa a um novo sonho que vá para além dos que estão dados por adquiridos nestes últimos 50 anos: a paz e a democracia.
José Manuel Fernandes
Público, 14-06-08
