Frases da Semana

Numa hora de trabalho, um sueco ou um finlandês produzem cerca do dobro do que produz um português. Só isso permite pagar uma factura pesada de impostos, que alimenta um leque alargado de benefícios sociais bem geridos, e ainda levar para casa, ao fim do mês, um ordenado médio muito confortável.

Paulo Ferreira

Público, 15-01-06

Qualquer telefonema em Portugal é sempre feito em videoconferência. Conferência, porque o telefonema tem uma multidão a escutá-lo; vídeo, porque ele acaba escarrapachado nos jornais.

Ferreira Fernandes

Correio da Manhã, 14-01-06

As leis são boas. As ideias são correctas. Os mecanismos previstos na lei são magníficos. Os dispositivos modernos e necessários. Raros são os que aceitam discutir o essencial: a legitimidade e a real utilidade das escutas telefónicas.

António Barreto

Público, 15-01-06

Muitas vezes, sentimo-nos mais perto de pessoas e grupos de outras religiões, ou sem religião, do que grupos e pessoas da confissão religiosa a que pertencemos (…). O que mais dificulta o diálogo – seja com outras Igrejas cristãs ou com os sem religião – é a ideia de que já tudo é claro no interior da própria confissão religiosa e de que só por cortesia vale a pena escutar as outras religiões ou os sem-religião.

Bento Domingues

Público, 15-01-06

É discutível que Portugal seja um país católico. De facto, a maioria da população declara-se católica nas estatísticas. Ora, talvez seja católica, mas cristã não é com certeza. Se o fosse, não haveria dois milhões de pobres e 200 mil pessoas que lutam com a fome.

Anselmo Borges

Diário de Notícias, 15-01-06

A maior parte dos bispos (não todos, evidentemente) adoptaram uma linguagem completamente abstracta e inacessível para uma pessoa normal.

Pedro Miguel Lamet

Xis, Público, 14-01-06

Em Portugal, o médico não manda no enfermeiro, o juiz não comanda o funcionário judicial e o procurador-geral da República não dá ordens ao procurador da República.

Luís Salgado Matos

Público, 16-01-06

Para muita gente, a Pátria ou, se quisermos, a Nação, é agora a sua principal ou até única âncora no colectivo. Sem ela, as pessoas sentir-se-iam perdidas.

Francisco Sarsfield Cabral

Diário de Notícias, 14-01-06