Frases da Semana

Em vez de se alegrarem com a visita de muçulmanos e hindus, alguns católicos fundamentalistas fazem movimentos a dizer “Fátima é nossa”, o que é ridículo num tempo de diálogo religioso.

Bento Domingues

Notícias Sábado, 18-02-06

As relíquias que Jesus deixou são comunidades cristãs vivas, que acreditam, com todas as consequências, que Jesus, crucificado por e para dar testemunho do amor e da verdade, está vivo.

Anselmo Borges

Diário de Notícias, 19-02-06

Falar de Deus não é por palavras: ou os gestos falam de Deus ou não interessam. A linguagem do amor, da proximidade, da dedicação, de dar a vida pelos outros, é que fala mais de Deus.

D. Carlos Azevedo

Público, 19-02-06

O direito à ironia, o direito à crítica, o direito ao humor fazem parte da nossa mentalidade, embora não gostemos às vezes que critiquem ou ponham a ridículo aspectos da religião (…). É legítimo, faz parte da nossa civilização. Habituámo-nos a conviver com essas situações. Às vezes, há ofensas gratuitas, por vontade de escarnecer. Isso ofende as pessoas e deve ser evitado. Temos de distinguir entre a ofensa e a crítica, o humorismo, a ironia.

Idem

Estamos ou não dispostos a defender-nos de um Islão ameaçador e de um Irão nuclear que nega ou ridiculariza o assassínio de milhões de judeus e ameaça retirar de mapa um estado que reconhecemos? Portugal não deve contribuir para a divisão da Europa face a essa ameaça.

Proença de Carvalho

Diário de Notícias, 19-02-06

Nem todo o mundo islâmico é igual: não por mero acaso, onde a religião chegou pelo poder da espada (a oriente, até aos limites do Paquistão) tem tendência a ser mais radical e menos tolerante do que nos países onde chegou levado por comerciantes (e disso o melhor exemplo é a Indonésia). Não se compare pois o incomparável.

José Manuel Fernandes

Público, 19-02-06

Temos tendência de só nos preocuparmos com o mundo árabe quando sobe o petróleo ou quando há atentados terroristas.

Martim da Cruz

Independente, 17-02-06

As aves não têm passaporte. A segurança já não é o que era. E a gripe das aves aí está para o provar. A segurança não é só uma questão dos estados. É uma questão das pessoas. E as armas aqui não são os exércitos. São a ciência, a tecnologia e a solidariedade internacional.

Nuno Severiano de Teixeira

Diário de Notícias, 18-02-06