Frases da Semana

A Assembleia da República (…) alterou, por unanimidade, a ordem de trabalhos do próximo dia 21, para que os deputados possam ver, no aconchego do lar, o jogo entre Portugal e o México. Como é óbvio, depois disto, não há português que não se sinta no pleno direito de “alterar” o seu horário de trabalho, de forma a poder seguir atentamente a epopeia de um país que tem no futebol uma fonte inesgotável de auto-estima.

Constança Cunha e Sá

Público, 03-06-06

A médio prazo, os horários das sessões plenárias podem vir a ser alterados para os deputados acompanharem o último episódio de uma telenovela ou de um concurso como o Big Brother.

Joana Amaral Dias

Diário de Notícias, 01-06-06

Atá os senhores deputados colocam no futebol, na selecção e em Scolari, os destinos do país. Quem achar isto estranho arrisca-se a ser chamado vende-pátrias.

Jornal de Negócios, 02-06-06

Tenho a certeza que, caso seja aprovado o Dia do Cão [há uma proposta nesse sentido na Assembleia da República], no próximo ano lectivo, nas mesmas escolas onde os alunos se agridem impunemente e igualmente de forma impune agridem professores e funcionários, se farão uns cartazes a celebrar o Dia do Cão e o amor aos animais. Provavelmente até desfilarão. Eles não sabem ainda, mas são a geração que vai viver dias de cão, á conta não apenas dos nossos erros, mas sobretudo de tudo aquilo que inventamos para os esconder.

Helenas Matos

Público, 03-06-06

A escola não precisa de psicólogos, nem de psiquiatras: precisa de um código disciplinar e de uma guarda que o execute.

Vasco Pulido Valente

Público, 03-06-06

Em Portugal ainda vivemos num clima ideológico que tende a valorizar sobretudo os direitos, as liberdades e as garantias, subaltern-izando os valores da responsabilidade e do dever.

João de Almeida Santos

Diário Económico, 02-06-06

Os portugueses lêem, por dia, proporcionalmente, pouco mais de metade dos jornais que os espanhóis, um terço dos franceses, um quinto dos ingleses, um décimo dos nórdicos ou dos japoneses. Não lemos, ponto. Nem jornais, nem livros.

José Manuel Fernandes

Público, 03-06-06

O Pentecostes é a festa de todos os sonhos, do mundo inacabado e do que há por cumprir no melhor das religiões. É a festa de todas fronteiras que é preciso transpor: físicas, culturais e religiosas.

Bento Domingues

Público, 04-06-06