As sociedades ocidentais vivem tempos de confusão. O resultado é a impossibilidade prática de reflectir nas consequências das escolhas. Que, para seres livres, precisam de ser reflectidas.
Maria José Nogueira Pinto
Diário de Notícias, 21-07-06
O Estado tem informação sobre a quantidade de veículos automóveis que se encontram em circulação em Portugal. Mas as peripécias em redor do imposto municipal sobre veículos revelam que, no interior do insondável aparelho burocrático português, alguém anda, no mínimo, um pouco distraído.
João Cândido da Silva
Público, 22-07-06
Sinto-me ferido no meu patriotismo quando vejo Portugal sistematicamente em último lugar, a nível europeu, na Educação e na igualdade social.
Gomes Canotilho
Visão, 20-07-06
Enquanto se mantiver a convicção de que o Estado tem uma palavra a dizer em toda a sociedade (…), este perverso mecanismo das burocracias governamentais continuará a atraiçoar sucessivos governos.
Martim Avillez Figueiredo
Diário Económico, 20-07-06
Nacionalismo é acreditar que a nossa selecção foi a melhor do Mundial. (…) Nacionalismo é defender que os nossos futebolistas e técnicos não deviam pagar impostos. (…) Nacionalismo é confundir a selecção com a pátria.
Rui Moreira
Público, 20-07-06
Dir-se-á que o tempo é de férias. Mas as férias são descanso, não são anestesia, e a realidade não tardará a abater-se sobre nós.
Manuela Ferreira Leite
Expresso, 22-07-06
Não nos esqueçamos de que as famílias portuguesas enfrentam hoje uma tríade mortífera: alto desemprego, baixos salários, compromissos loucos. Precisamos todos de alguma imaginação para evitar a ruptura.
Daniel Amaral
Expresso, 22-07-06
Para que servirá ganhar todas as batalhas, ganhar todas as guerras, se se perder o sentido da justiça, do amor e da paz para todos? Que adianta a vitória da tribo, se a humanidade da própria tribo e das outras tribos for derrotada? Será possível acreditar numa paz sem vencidos nem vencedores? (…) Importa desterrar o Deus da guerra. Dizem que Hezbollah significa “partido de Deus”. Não conte com o meu voto. (…) Não renuncio, no entanto, ao nome de Deus que está para além de todo o nome. Gosto do paradigma de um Deus criador, um Deus poético com o prazer de criar seres humanos que sejam a alegria uns dos outros e façam, deste mundo, um jardim para todos (Génesis 1-2).
Bento Domingues
Público, 23-06-07
