Frases da semana

A corrupção está tão entranhada no meio desportivo que não é possível extirpá-la sem acabar com o futebol português. É como um cancro que atingiu órgãos vitais – curá-lo é matá-lo. Acho que vamos ter de escolher. Honestidade ou bola?

João Miguel Tavares

Diário de Notícias, 16-09-06

Hoje, é normal encontrar cientistas muito crentes, cientistas agnósticos e ateus a trabalharem em conjunto. Não é por razões científicas que se é crente, agnóstico ou ateu.

Bento Domingues

Público, 17-09-06

Querer extinguir clubes pelos actos dos dirigentes é peregrino. Acontecerá o mesmo às cidades cujos presidentes da câmara são acusados de crimes? Atenção, Gondomar, Oeiras, entre outras… podem ser despromovidas a aldeias.

Bernardo Ribeiro

Record, 14-09-06

Os «media» vão, muitas vezes, mais depressa atrás de futebóis do que dos temas de política e sociedade. E esse não é um problema do futebol nem das suas agências de comunicação: é um problema dos «media», que bem precisam de reflectir sobre ele.

Fernando Madrinha

Expresso, 16-09-06

Em boa parte por razões de ‘status social’, os portugueses deixarem de aceitar certos empregos e consomem acima dos seus recursos.

Francisco Sarsfield Cabral

Diário de Notícias, 16-09-06

O problema não são os pactos de regime, mas as formas democráticas de fazer política com base em ideias, convicções e liberdade de opinião. Essa seria, no fundo, a reforma fundamental.

Vicente Jorge Silva

Diário de Notícias, 13-09-06

Quantos cristãos saberão que, se Adão e Eva fossem figuras reais e nossos contemporâneos, precisariam, para viajar para o estrangeiro, de um passaporte iraquiano? Quantos se lembram de que Abraão, que está na base das três religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islão –, possuiria igualmente nacionalidade iraquiana? (…) Há já alguns anos, Umberto Eco, agnóstico, lamentava-se: “Nas escolas italianas, Homero é obrigatório, César é obrigatório, Pitágoras é obrigatório, só Deus é facultativo (…)”. O princípio a manter no ensino do facto religioso na escola pública foi formulado pelo filósofo Hegel: não se trata de tornar os crentes descrentes nem os descrentes crentes, mas contribuir para que todos se tornem lúcidos.

Anslemo Borges

Diário de Notícias, 17-09-06