Na medida em que, para o crente, aqui para o cristão, a cidade de Deus deve passar sempre à frente da cidade terrena, influenciá-la e elevá-la, os cristãos não só têm a faculdade, mas têm o dever de procurar influenciá-la em nome dos valores cristãos, históricos e civilizacionais. E têm também o dever de, com justiça e caridade, combater tudo aquilo que reforça a agenda anticristã – o aborto livre, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o uso do Estado e dos poderes públicos para desenvolver e promover uma agenda “anticristã”.
Maria José Nogueira Pinto
Diário de Notícias, 24-11-06
Se empresários, gestores e políticos trabalham tanto, tão longamente, tão duramente fora de horas, como terão eles metido Portugal na situação em que o país se encontra?
Joaquim Letria
24 Horas, 23-11-06
Infelizmente, a moderna pedagogia não é de molde a explicar-lhes [aos estudantes] a ideia de contrariedade; a sensatez de que a vida não é o que cada um quer. Dantes, os mais velhos diziam-no com autoridade aos mais novos. Depois, este conceito foi banido e em troca ganhou-se o vazio.
Editorial
Expresso, 25-11-06
Somos assim todos, orgulhosos da “ponte mais longa da Europa”, do “túnel mais bonito da Península”, do estádio mais vistoso de todos os Eu-ropeus, mas absolutamente incapazes de perceber que não se come com os olhos nem se vive de aparências. Sobretudo, não se vive acima das posses que se têm.
José Manuel Fernandes
Público, 25-11-06
Em política, a capacidade de adaptação é proporcional à ausência de vergonha.
Alberto Gonçalves
Correio da Manhã, 22-11-06
Algo que me comove, de cada vez que vejo na TV uma figura pública arguida de qualquer crime explicar-se, é o facto de a sua consciência estar sempre tranquila.
Manuel António Pina
Jornal de Notícias, 21-11-06
A corrupção está a crescer, e há duas hipóteses: ou nos resignamos ou estrebuchamos. Acho que a sociedade está a estrebuchar alguma coisa.
Saldanha Sanches
Correio da Manhã, 26-11-06
Jesus de Nazaré viveu e evoluiu em contacto com diversas correntes de ideias, de doutrinas e de práticas que co-habitavam na sociedade judaica da sua época. Pode dizer-se que ele não foi adepto exclusivo de nenhuma delas, ficando sempre aberto a todas as fontes de inspiração e de formulação da sua intuição central, dentro e fora de Israel: o Reino de Deus. Recusou, desde o início da sua intervenção, as tentações diabólicas da dominação económica, política e religiosa. Fugiu sempre que o quiseram fazer rei. Diante de Pilatos, esclarece que não veio competir com os poderes deste mundo. Veio testemunhar que é possível um mundo de irmãos, sem fronteiras políticas ou religiosas. Cristo é o rei, não o dono, dessa esperança.
Bento Domingues
Público, 26-11-06
