Neste país, o sonho de todos os governantes é deixar ‘obra feita’ e infelizmente é só obra de betão, porque de outros feitos e obras valorosas os portugueses não têm memória.
Armando Esteves Pereira
Correio da Manhã, 15-03-07
Hoje qualquer rapazola ou taxista se sente director de um jornal cada vez que se senta ao computador. Pior que isso, parece que o anonimato electrónico faz surgir em nós o mais abjecto. Pessoas que nunca pensariam insultar por carta ou telefone, tornam-se ferozes incendiários ao teclado. O blog médio tem uma violência só comparável aos piores panfletos de Marat ou Mao. É a isso que chamamos ‘opinião’ nos dias que correm.
João César Neves
Diário de Notícias, 12-03-07
Custa-nos aceitar a possibilidade de Timor-Leste vir a revelar-se um Estado falhado. (…) Apetece pedir aos timorenses que não estra-guem uma das poucas coisas de que, em matéria de descolonização, os portugueses podiam lembrar-se com satisfação.
Francisco Sarsfield Cabral
Diário de Notícias, 17-03-07
O problema do país não está nas estatísticas, mas na impreparação e na ignorância.
Mário Ramires
Sol, 17-03-07
Quando a ‘determinação’ é ape-nas teimosia e de teimosia evolui para autismo, por regra acaba-se mal. É como guiar cego, a toda a velocidade, em direcção a um muro de betão.
José Manuel Fernandes
Público, 18-03-07
As batalhas são ganhas pelos militares, mas as guerras são ganhas (ou perdidas) pelos políticos. As guerras em África de todas as potências coloniais são disso exemplo. A do Iraque também.
Luís Campos e Cunha
Público, 16-03-07
Em Portugal, a pobreza tem dois milhões de rostos.
José Luís Pinheiro
Correio da Manhã, 13-03-07
Praticamente não encontro um sacerdote que não diga que não há nenhum problema em que um divorciado, que tenha voltado a casar, possa receber a comunhão, desde que o faça sem escândalo e desde que, no seu interior, considere que está correcto fazê-lo. Mas a doutrina oficial da Igreja diz exactamente o contrário.
José Miguel Júdice
Público, 16-03-07
A ‘corrupção’ em Portugal é sobretudo um espectáculo para os jornais e televisões, em que ninguém é inocente mas também ninguém é culpado.
Rui Ramos
Público, 14-03-07
