A classe política não só não consegue renovar-se como parece estar em vias de extinção.
Constança Cunha e Sá
Público, 17-05-07
Não há nada mais perigoso na política económica do que considerar que os cidadãos são burros.
Miguel Beleza
Jornal de Negócios, 15-05-07
[Em França,] sai um político falso, de “plástico”, protótipo da prosápia gaulesa: Chirac. Entra um homem com energia, determinação, ideias próprias. Bom para uma França que nunca enfrentou com determinação a sua perda de influência política, linguística e cultural. Bom para uma França política de frases feitas resignada ao medo do futuro, à importância do pre-sente e à nostalgia do passado.
Bom prenúncio, enfim, para uma política europeia sempre escondida no nevoeiro da correcção política e dos jogos de bastidores.
António Bagão Félix
Público, 19-05-07
A ministra da Cultura não autorizou a abertura do túmulo de D. Afonso Henriques. (…). Que aluno de escola secundária não sentiria curiosidade de saber mais se visse um retrato “robot”, feito à maneira do CSI, do primeiro dos portugueses?
Editorial
Diário de Notícias, 19-05-07
O Bloco de Esquerda pretende consagrar legalmente o divórcio unilateral, um divórcio que passaria a depender apenas da vontade de qualquer um dos cônjuges, mesmo que o outro a tal se oponha (…). Com a institucionalização do divór-cio unilateral, caminha-se para uma sociedade de indivíduos isolados e sem quaisquer vínculos. Mas será isso, sequer possível? Será possível contrariar o suicídio demográfico da Europa quando se recusam quaisquer compromissos duradou-ros e quaisquer empenhos que vão para além do imediato?
Pedro Vaz Patto
Público, 19-05-07
[Tais propostas] contribuiriam (…) para acabar com uma opção contratual necessária para a estabilidade de um número significativo de famílias e para tornar um certificado reconhecido e respeitado num título sem valor.
João Miranda
Diário de Notícias, 19-05-07
Se a religião e as religiões estão ligadas ao Mistério, ao Sagrado, que tudo penetra e envolve, o respeito pelo outro ser humano, crente ou ateu, e a salvaguarda da criação, não são algo acrescentado à religião – são exigidos pelo seu próprio dinamismo.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 19-05-07
