Frases da Semana

Quando a justiça demora cinco ou dez anos a ser aplicada, pura e simplesmente não se faz justiça.

Carmona Rodrigues

Sol, 01-09-07

Qualquer criança sabe que, se insistir em deitar açúcar num copo de água, o resíduo acumula no fundo sem adoçar: a solução ficou saturada. Basta abrir o jornal, televisão ou computador, para compreender que o nosso tempo está saturado de informação. Revistas, canais, sites ou blogs, telemóveis, SMS e e-mails dizem o que já ninguém consegue ouvir.

João César das Neves

Diário de Notícias, 27-08-07

Pepe veio para Portugal com 18 anos. Por cá se fez homem e jogador. Seis anos depois, quando a lei lho permitiu, quis ser português. Scolari chamou-o à selecção. Qual é o problema?

António Tadeia

Diário de Notícias, 01-09-07

As naturalizações não fazem cidadãos de segunda. (…) Em Portugal, pode ser-se primeiro-ministro e ter-se nascido holandês, porque não defesa-central?

Editorial

Diário de Notícias, 31-08-07

Os feitos de Valter [bombeiro de Mirandela que já ajudou duas crianças a nascer em ambulâncias], além dos benefícios visíveis nos partos já realizados, podem ter ajudado a inventar uma nova profissão, neste Portugal que se vai livrando delas sem olhar muitas vezes às consequências: o “bomparteiro”. Ou seja: uma mistura de bombeiro voluntarioso com parteiro, por via das circunstâncias.

Nuno Pacheco

Público, 30-08-07

Acabadas as férias, os portugueses que saíram de casa (menos do que se pensa) chegam tão cansados quanto partiram. Esta é a natureza das férias modernas, mas ainda vai demorar algum tempo até que as pessoas se apercebam que é assim. Os aviões, os aeroportos, o destino das bagagens, os engarrafamentos, os furacões tropicais e a chuva fora de época são os bodes expiatórios do cansaço, mas o mal vem de uma característica das sociedades modernas: haver muita gente a fazer as mesmas coisas, nos mesmos sítios, ao mesmo tempo e sem muito dinheiro. Dá sempre torto.

José Pacheco Pereira

Público, 01-09-07

Na realidade, não conhecemos a personalidade dos nossos políticos, nem sabemos bem as suas ideias: mostram o que lhes recomendam, escondem quem são. O problema é que a verdade vem sempre ao de cima: quando se irritam sem controlo ou sorriem a despropósito, os traços mais negativos da sua personalidade ficam à vista de todos e a nossa opinião pode ser formada.

Daniel Sampaio

Pública, 02-09-07