Uma pedrada por semana A Igreja católica na Finlândia, desde a implementação da reforma protestante nos países nórdicos, foi vítima de uma perseguição religiosa que obrigou, em 1522, o último bispo católico a ter de se exilar na Dinamarca. Morreu afogado no Mar Báltico, quando se dirigia para o exílio. Só em 1920, 400 anos depois, foi restaurada a hierarquia católica no país. Os bispos, a partir daí vinham da Alemanha e da Holanda, porque não havia padres finlandeses e o número de católicos era reduzidíssimo. Neste momento apenas uns 10 mil.
Agora foi nomeado, finalmente, o primeiro bispo natural do país, um sacerdote dehoniano, que foi ordenado no início de Setembro.
Esperando-se oitocentos fiéis para a cerimónia, os católicos, detentores de templos pequenos, tiveram de pedir emprestada a catedral luterana de Turku, um templo que fora uma catedral católica. Participaram na celebração vários bispos luteranos e ortodoxos. Um gesto fraterno e evangélico, profético e denunciador de tempos novos.
Bento XVI e o Primaz Anglicano do Reino Unido, primeira figura da Igreja Anglicana, puseram-se de acordo para que os padres anglicanos que não aceitam a ordenação de mulheres e de bispos homossexuais, passem à Igreja Católica e aí sejam aceites. E assim vai acontecer.
Gestos impensáveis há 50 anos.
Quem pode afirmar que há ódios ou indiferenças para sempre, quando o Evangelho de Cristo, aceite com fé, é a verdadeira fonte da reconciliação e do perdão?
