Grandes Aveirenses

Inspirado pelo programa televisivo dos “Grandes Portugueses”, o Correio do Vouga pediu a 10 figuras de relevo da actualidade que escolhessem cinco grandes aveirenses. Como critérios, o nosso jornal sugeriu que considerassem aveirenses, além dos naturais de Aveiro (mesmo que não tivessem desenvolvido a sua acção na cidade), os que nasceram noutro local, mas que viveram na cidade da Ria a parte mais significativa das suas vidas, ou seja, os que Aveiro fez seus. Aqui ficam os eleitos. Na próxima semana, o Correio do Vouga apresentará dados biográficos de algumas personalidades que neste número são apenas nomeadas.

D. António Marcelino,

Bispo Emérito de Aveiro escolheu: Santa Joana; D. João Evangelista; Pe. Arménio Costa; Dr. Fernando Moreira Lopes; José Ferreira Pinto Basto.

D. António Marcelino justificou as suas escolhas:

Princesa Santa Joana escolheu Aveiro e foi fiel à sua escolha, defendeu e promoveu a cidade, deixou marcas de amor aos aveirenses e testemunhou o amor mais sério e profundo ao Deus e Senhor que determinou a sua vida de jovem princesa.

D. João Evangelista, aveirense de gema, impulsionador da restauração da Diocese e seu zeloso primeiro bispo, escritor que como nenhum outro soube cantar Aveiro, a sua ria e a sua gente e entrar no coração dos aveirenses de todas as condições sociais.

Pe. Arménio Costa, padre, pedagogo, pároco, professor e artista, que marcou gerações da cidade ou que por ela passaram.

Dr. Fernando Moreira Lopes, médico pediatra, inovador que marcou a gente de Aveiro pela humanidade, doação e competência profissional.

José Ferreira Pinto Basto, fundador da Vista Alegre, um inovador no campo industrial, social e artístico, que se impôs no país e no estrangeiro e fez da Vista Alegre a maior e mais reputada cerâmica do país, ombrando com as mais famosas do mundo, fazendo dela ainda uma escola de artistas que perdura e mantém viva a arte e a qualidade cerâmica da região de Aveiro.

Ana Margarida Ferreira,

Directora do Museu de Aveiro, escolheu: Santa Joana; Brites de Lara; José Estêvão; João Afonso e Zeca Afonso.

Ana Margarida Ferreira destaca em primeiro lugar “duas figuras femininas importantíssimas”: Santa Joana, que chegou a ser regente do Reino, quando seu pai e o príncipe herdeiro partiram para África, e Brites de Lara, “fundadora do Convento das Carmelitas” [sobre a qual o investigador Amaro Neves publicou recentemente uma obra]. A estas duas mulheres a directora do museu de Aveiro junta José Estêvão, “tribuno incontornável”, Zeca Afonso, “personalidade marcante no meio artístico, social e político” e o descobridor João Afonso de Aveiro.

Gaspar Albino,

Pintor, cronista escolheu: Santa Joana; José Manuel Mendes Leite; José Estêvão; D. João Evangelista e Francisco do Vale Guimarães

Gaspar Albino justificou cada uma das suas escolhas:

Santa Joana Princesa Nascida em Lisboa em 1542, filha de rei, abandonou os faustos da corte e, ao entrar a 4 de Agosto de 1472 no Mosteiro de Jesus, fez-se de Aveiro, “sua Lisboa a pequena”. Faleceu com 38 anos de idade, em 1490, e na nossa terra e nos nossos corações ficou para sempre. É a protectora e padroeira da terra que me viu nascer. Sinto-a minha. Mas mais: sinto que ela tem sido, ao longo dos tempos, um dos cimentos mais agregantes da nossa comunidade.

Manuel José Mendes Leite Nasceu em Aveiro em 1809. Licenciado em Direito, desde muito cedo se empenhou na defesa de ideais liberais, tendo, por força desse empenhamento, sofrido, por várias vezes, as agruras da prisão. Com José Estêvão, fundou o jornal liberal “Revolução de Setembro”, instrumento de luta política ao serviço da liberdade. Foi notável a sua acção parlamentar a favor da abolição da pena de morte para os “crimes políticos”, constituindo uma enorme vitória política que se repercutiu em toda a Europa culta do seu tempo.

José Estêvão Coelho de Magalhães Nasceu também em Aveiro em 1809 e foi companheiro de Mendes Leite em muitas lutas por conta dos seus ideais liberais. Igualmente licenciado em Direito, foi professor universitário e parlamentar insigne, colocando todas as suas capacidades na defesa dos desfavorecidos e dos perseguidos e lutando pelos interesses nacionais e regionais. Aveiro ainda hoje sente as benesses resultantes da sua estrénua acção cívica e política.

D. João Evangelista de Lima Vidal Nasceu em Aveiro em 1874. Ordenado em 1896 veio a doutorar-se em Filosofia pela Universidade Gregoriana, Roma. Desde 1924 que se bateu pela restauração da Diocese de Aveiro, o que veio a alcançar em 1938, tendo-lhe o papa Pio XI confiado os destinos da mesma. Tive o privilégio de trabalhar com D. João no “Correio do Vouga”, tendo sido por seu convite que prestei muita colaboração de design gráfico. Duma bondade estrema, (lembremos, como exemplo, as Florinhas do Vouga), para mim, este homem nascido “na proa de uma bateira” foi, para além de um grande pastor de almas, um dos maiores cultores da língua pátria que o século passado conheceu.

Francisco do Vale Guimarães Nasceu em Aveiro em 1913. Licenciado em Direito, por duas vezes foi Governador Civil de Aveiro, cargo que desempenhou de forma exemplar, mostrando-se sempre disponível para atender quem o procurava. Defensor dos interesses regionais, procurou sempre a unidade do Distrito de Aveiro. A palavra liberdade era uma constante nos seus discursos, sendo frequente a citação de Joaquim José Queirós, José Estêvão, Mendes Leite, Homem Cristo, entre outros, como exemplos que a História de Aveiro nos foi dando. À sua acção política se deve, em grande medida, a fundação da Universidade de Aveiro. À sua abertura política se deve a possibilidade de em Aveiro se terem realizados os Congressos da Oposição Democrática. Aveiro deve-lhe um monumento condigno; e o seu nome deverá estar em sítio que não seja um parque escondido de estacionamento automóvel.

Alberto Souto,

Presidente da Câmara Municipal de Aveiro de 1997 a 2001 e de 2001 a 2005 escolheu: José Estêvão; Homem Cristo; D. João Evangelista; Lourenço Peixinho e José Afonso.

Alberto Souto escolheu apenas aveirenses nascidos em Aveiro, reconhecendo que, mesmo não incluindo Santa Joana, Aires Barbosa ou Mário Sacramento, é, “felizmente, tarefa muito ingrata”. Considerando “um exercício com enormes potencialidades cívicas”, o actual vice-presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) elege:

“José Estêvão, o maior parlamentar português da monarquia. A ele se deve o facto de a linha de caminho de ferro passar em Aveiro.

Homem Cristo, um paladino da intervenção pública escrita, de pena rara, feroz e desmesurada, reconhecido em todo o País. O seu jornal, “O Povo de Aveiro”, zurzia em todos e esgotava em Lisboa.

D. João Evangelista de Lima Vidal, um grande bispo – como Aveiro se habituou a ter depois dele –, que veio restaurar a Diocese e estimular a sua acção social, fundador das Florinhas do Vouga.

Lourenço Peixinho, um Presidente da Câmara com rasgo e vistas largas. Com Manuel Firmino e com ele, Aveiro deixou de ser uma vilória… A sua Avenida ainda hoje é das mais bonitas do País.

José Afonso, um dos símbolos da liberdade, uma capacidade melódica ímpar na música portuguesa”.

O anterior presidente da Câmara Municipal de Aveiro não resistiu a “elencar mais cinco, suplentes de luxo”:

“José Luciano de Castro, Primeiro Ministro de Portugal, com a influência óbvia

Sebastião de Magalhães Lima, Grão Mestre da Maçonaria, com a influência também óbvia;

Mendes Leite, o deputado que propôs e fez aprovar a abolição da pena de morte para os crimes políticos, uma referência em todo o mundo;

Vale Guimarães, duas vezes Governador Civil sob o regime de Salazar e Marcelo Caetano, autorizou em Aveiro os Congressos da Oposição Democrática;

Silva Rocha, o mais importante arquitecto aveirense, marcando Aveiro com expressões de Arte Nova tardia”.

Helena Nazaré,

Reitora da Universidade de Aveiro

Helena Nazaré escolheu: João Jacinto de Magalhães; João Afonso de Aveiro; Vale Guimarães; José Afonso e Fernando Pessa

João Jacinto de Magalhães, cientista que dá nome à fundação da UA nasceu em Aveiro, em 1722, e morreu em Inglaterra, em 1790. Monge dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho de Coimbra, em 1754 pediu ao Papa autorização para deixar o mosteiro, a fim de fazer uma “viagem filosófica” pela Europa. Fixou-se em Inglaterra e correspondeu-se com cientistas de vulto como Alessandro Volta, Lavoisier, Benjamim Franklin e Euler. Tornou-se perito na fabrico de lentes, telescópios, relógios astronómicos e outros instrumentos científicos, introduziu melhoramentos em barómetros, termómetros e no sextante e chegou a ser nomeado “inspector” das agulhas de marear dos navios ingleses. Fabricou instrumentos para os governos português, espanhol, francês e prussiano. Muitos ainda existem nas bibliotecas e universidades europeias, como em Coimbra. Publicou diversos artigos sobre Astronomia, Medicina, Física e Química. A American Philosophical Society (na altura presidida pelo amigo Benjamim Franklin) atribui desde 1790 o “Magellanic Premium” (Prémio Magalhães), criado por sugestão deste cientista aveirense. J.P.F.

Maria da Luz Nolasco,

Directora-Geral do Teatro Aveirense, escolheu: Eng. Luís Gomes de Carvalho; Lauro da Silva Corado; Cecília Sacramento; D. Pedro e Eng. Gonçalves Lavrador

Maria da Luz Nolasco justifica as suas escolhas:

O Engenheiro Militar Luís Gomes de Carvalho, director da obra da Barra de Aveiro, foi o grande mentor dos trabalhos de edificação e de abertura da barra nova de Aveiro. Este projecto foi concluído com êxito em 1808, tendo sido anunciado publicamente a 3 de Abril desse mesmo ano. Este facto deve ser referido como de excepcional importância pois permitiu à cidade que se reestruturasse ao nível do seu território, criando uma estabilidade ambiental básica para o seu crescimento demográfico e conferindo-lhe uma qualidade de vida urbana, até à altura inexistente. A urbe passou a controlar o problema das cheias e das inundações no centro urbano, bem como dos problemas inerentes à salubridade das habitações. Em simultâneo, a abertura da nova barra de Aveiro contribuiu para o desenvolvimento económico deste concelho e de toda a região circundante.

Lauro da Silva Corado nasceu em Aveiro, na freguesia da Glória, a 10 de Janeiro de 1908. Distinguiu-se como Pintor, ou seja, como talentoso artista visual, de tendência tardo naturalista e exímio retratista. Pintor figurativo, tem registos pictóricos de grande escala ao nível da representação da paisagem e dos ambientes campestres. As naturezas mortas são um tema recorrente deste pintor com destaque para a representação de elementos vegetalistas. Foi professor de Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, cidade onde viria a falecer em 1977.

Cecília Marques Maia Sacramento nasceu em Ovar em 1918. Licenciou-se em filologia Românica e foi professora do ensino secundário em Aveiro, na Escola que mais tarde viria a receber como denominação o nome do seu marido – Escola Secundária Dr. Mário Sacramento. Destacamos no seu percurso criativo o talento para a escrita, quer em prosa quer em verso. Deixou uma obra grande e de destacado relevo literário.

Infante D. Pedro, constituído como senhor das terras de Aveiro e filho do Rei D. João I, impulsionou o crescimento desta Vila, em inícios do século XV; contribuiu para o ordenamento deste território, mandando edificar as muralhas da vila no ano de 1418 com términos em 1423 (Gaspar, 1983); mandou instituir o Convento de Santa Maria da Misericórdia, de frades dominicanos, erigido junto a uma das portas da muralha situada no cimo da rua da Corredoura – a Porta do Sol – hoje denominada Rua Batalhão Caçadores 10. Faleceu em 20 de Maio de 1449, na batalha da Alfarrobeira. O Infante D. Pedro dá hoje nome ao Parque Municipal e ao Hospital da cidade, que desta forma lhe presta homenagem.

Eng. F. Gonçalves Lavrador Nasceu a 13 de Março de 1928, no Porto (freguesia de Paranhos), e licenciou-se em engenharia electrotécnica. Desde cedo se interessou por tudo o que se relacionasse com a cultura e com a arte. Fundou o Clube Português de Cinematografia, mais tarde também designado por Cineclube do Porto e colaborou com o Cineclube de Aveiro, sendo ainda um dos fundadores e dos dirigentes da Cooperativa de Cinema “Grande Plano”, de Aveiro, infelizmente já extinta. Destacou-se como ensaísta no campo da semiótica e da filmologia, como engenheiro electrotécnico, de telecomunicações, de teletráfego e de telefiabilidade. Morreu a 20 de Agosto do ano de 2005, na cidade onde nasceu.

Filipe Neto Brandão,

Governador Civil de Aveiro, escolheu: João Afonso de Aveiro; José Estêvão; Manuel José Mendes Leite; Francisco Manuel Gravito da Veiga e Lima e Lourenço Simões Peixinho.

Filipe Neto Brandão considera que a “empreitada” de escolher “5 Grandes Aveirenses”, “numa terra como Aveiro, que percorre já o trajecto para o seu II milenário”, “não pode nunca ter a pretensão de fazer justiça integrando nela todos quantos seriam merecedores de aí figurar”. No entanto, porque aceitou o repto, escolheu cinco, entre tantos outros, “que souberam ser maiores do que o seu tempo”:

João Afonso de Aveiro

José Estêvão Coelho de Magalhães

Manuel José Mendes Leite

Francisco Manuel Gravito da Veiga e Lima

Lourenço Simões Peixinho

“Justificar, porém, cada um destes nomes apenas “numa frase”, como me vinha igualmente pedido, é tarefa que, por a nenhum fazer justiça, já não ensaiarei… Mas fica a certeza que foi Aveiro que se agigantou em cada um”, escreveu o Governador Civil em resposta ao nosso jornal.

Élio Maia,

Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, esolheu: José Estêvão; Eng. Oudinot; Gustavo Ferreira Pinto Basto; D. João Evangelista; e todos os que lutaram pela Liberdade em 1828.

Élio Maia mostrou-se agradado com esta iniciativa de “valorizar os que se destacaram, pelas suas obras ou pelos seus ideais”, e sugeriu os seguintes nomes, “embora muitos outros ficassem por destacar”:

José Estêvão, pelo Parlamentar e defensor de causas que era;

Eng. Oudinot, por ter dirigido uma das obras mais importantes, senão a mais importante de sempre para Aveiro [a regulação do canal de ligação da Ria ao Mar];

Eng. Gustavo Ferreira Pinto Basto [presidente da CMA], pelo espírito empreendedor e pelo engenho com que marcou Aveiro;

D. João Evangelista de Lima Vidal, um homem de verbo, acção e crença na fé;

Todos os que lutaram pela Liberdade em 1828. Morreram na luta pelos seus ideais, o máximo que o Homem pode fazer.

Para além destes, o presidente da Câmara Municipal gostaria de sugerir: Mário Duarte, pelo trabalho e pelo prestígio atingido no desporto; João Afonso de Aveiro, pelo desafio, abnegação e pela coragem de ir mais além; e vários presidentes de Câmara”. “A lista seria extensa!”, acrescenta Élio Maia.

Fernando Martins,

Anterior director do Correio do Vouga, escolheu: D. João Evangelista de Lima Vidal; José Estêvão; Homem Cristo; Jaime de Magalhães Lima e Antónia Rodrigues

D. João Evangelista de Lima Vidal, primeiro bispo da restaurada Diocese de Aveiro, depois de muitos anos ao serviço da Igreja e do País. Foi, para mim e para muitos, de uma importância crucial na restauração da Igreja Aveirense. Como Bispo da Diocese de Aveiro, soube abrir caminhos para uma sociedade mais cristã e, por isso mesmo, mais fraterna. Mostrando grande amor à Igreja e aos aveirenses, soube intervir na sociedade, com oportunidade e poesia, falando e escrevendo com rara sensibilidade sobre as nossas gentes e coisas.

José Estêvão. Grande orador parlamentar, foi, sem dúvida, pela sua intervenção cívica e política, um arauto dos interesses de Aveiro e sua região. Pelo dinamismo que sempre pôs em tudo o que fez, pela visão com que levou o Estado a abrir caminhos de progresso entre nós, pelo exemplo de envolvimento na coisa pública, ainda hoje a sua coragem e a sua acção são recordadas em Aveiro.

Homem Cristo. Jornalista e pedagogo, político e cidadão, representou, pela sua tenacidade e espírito aguerrido, coragem e exemplo, todo o Povo de Aveiro. Lutando incansavelmente pela liberdade, pela justiça, pela educação e pela verdade, deixou-nos um óptimo testemunho de vida. Defensor de causas, batia-se com coragem em sua defesa, quando sentia que eram importantes para as pessoas e instituições, mesmo que directamente não lhe dissessem respeito.

Jaime de Magalhães Lima. Escritor e pensador, político e conferencista, agricultor e ecologista, contemplativo e homem bom, foi e é, tanto quanto posso perceber, uma das figuras mais veneráveis de Aveiro. Amante da natureza, crente fervoroso e cultor do espírito franciscano, foi amigo e confidente de figuras gradas do seu tempo. Homem de cultura universal, multifacetado na vida e na arte de escrever, defendeu as suas ideias em inúmeros livros, revistas, jornais e conferências.

Antónia Rodrigues Heroína de Mazagão, foi uma mulher aventureira, encarnando, de maneira original, o espírito determinado da alma aveirense. Disfarçando-se de grumete, combateu com tal tenacidade, em Mazagão, ao ponto de ser considerada(o) o “terror dos mouros”. A sua coragem foi reconhecida por Filipe II e o seu exemplo foi cantado por escritores e artistas.

Mons. João Gaspar,

Vigário Geral da Diocese de Aveiro, historiador, escolheu: Santa Joana; Brites de Lara; José Estêvão; Jaime Magalhães Lima e Manuel José Mendes Leite

Mons. João Gaspar, com várias obras escritas sobre Aveiro e os aveirenses, elege em primeiro lugar Santa Joana Princesa. A filha de Afonso V “marcou muito a cidade” e contribuiu decisivamente que este pequeno lugar deixasse de ser a pequena vila desprezível e insalubre que era”, refere o vigário geral da diocese de Aveiro.

Brites de Lara, “grande benfeitora do séc. XVIII”, que deixou em testamento, às carmelitas, o palácio que viria a ser o convento, é a outra figura feminina eleita. O seu túmulo está na Igreja do Carmo.

José Estêvão, Manuel José Mendes Leite e Jaime de Magalhães Lima completam o lote dos escolhidos de Monsenhor João Gaspar. Este membro da Academia Portuguesa de História recorda com particular afecto a morte e o funeral de Jaime Magalhães de Lima, como ele, natural Eixo. João Gaspar tinha seis anos e foi ao funeral. Magalhães de Lima morreu no dia de Carnaval e foi sepultado na Quarta-Feira de Cinzas, o que correspondeu ao seu “modo de pensar tão franciscano”.

Comentários dos Leitores

Quer comentar as escolhas ou sugerir nomes que no seu entender deviam fazer parte desta lista? Pode escrever para cv@mail.cv.pt ou para Correio do Vouga, Rua Batalhão Caçadores Dez, 81, 3810 – 064 Aveiro