Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que eu quero ver.
Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.
E se derrame sobre a Terra,
Em primavera feroz pricipitado.
Sofia de Melo Breyner
(Poema retirado do Roadbook da Caminhada de Quaresma/Páscoa, do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil)
