No tiro com arco japonês, Hanare é o momento do libertar da flecha. O momento do disparo não deve ser procurado, mas sim, surgir naturalmente quando for o momento certo.
É desta forma que “Hanare” surge na carreira de Aldara Bizarro. No seu regresso ao palco, a solo, convida Francisco Camacho e Nuno Rebelo, que marcaram a sua carreira como bailarina. Trata-se de um trabalho de continuidade enquanto coreógrafa.
Aldara Bizarro afirma que a figura criada na peça “procura a sua vontade, acabando sempre por a abandonar e seguir para outra, como se esperasse encontrar uma vontade superior”. A protagonista “navega no espaço dicotómico entre a vontade e a sua não concretização, convivendo simultaneamente de forma harmoniosa com o constante reinício da procura. Como se esta fosse o soro da sua existência”.
“Hanare”, espectáculo de dança. Direcção e criação Aldara Bizarro e Francisco Camacho; interpretação de Aldara Bizarro, com música Nuno Rebelo. No dia 27 de Março, às 21h45, no Teatro Aveirense. Bilhetes a 10 euros.
