O Município de Aveiro distinguiu duas instituições e três personalidades. Com a Medalha de Mérito Social e a Medalha de Mérito Industrial foram agraciados, respectivamente, o Patronato de Nª Srª de Fátima, a comemorar 50 anos de trabalho leal e dedicado à comunidade, e a Associação Industrial do Distrito de Aveiro, pelo apoio dado aos empresários ao longo de duas décadas.
A Medalha de Prata Municipal foi atribuída a Ulisses Rodrigues Pereira, Adérito Rodrigues Abrantes e Gilberto Parca Madaíl.
Ulisses Rodrigues Pereira foi reconhecido, a título póstumo, pela “intervenção cívica multifacetada” empresarial e associativa e pela “valorosa dimensão humana”. Do Padre Adérito Rodrigues Abrantes, pároco de Santa Joana, foi recordada a “apetência para congregar vontades e unir a população em torno dos mais dignos objectivos” e a “acção determinante na formação da paróquia”, que levou à criação da freguesia de Santa Joana. Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, foi distinguido pelo “desempenho competente de importantes cargos públicos e desportivos”.
Gilberto Madaíl: “Tenho tido alguns reconhecimentos, mas o que é de casa tem sempre outro sabor (…). Sou tão aveirense que tenho uma filha que faz anos hoje”. Gilberto Madaíl saudou todos os outros galardoados, seus conhecidos dos tempos em que foi governador civil, agradeceu ao actual executivo e a Carlos Candal, anterior presidente da Assembleia Municipal, e repartiu a medalha com “a família, a mulher e os filhos, por vezes tão esquecidos devido aos cargos”.
Como presidente da direcção do Patronato de Nª Srª de Fátima, em Vilar, o Padre João Gonçalves lembrou o Pe António Almeida, que há 50 anos esteve na origem do Patronato, Luzia Gamelas, que acolheu crianças abandonadas na sua própria casa, e todos os colaboradores e voluntários da instituição. O pároco da Glória aproveitou a ocasião para sublinhar o trabalho desenvolvido pelas instituições de solidariedade. “Se elas parassem, o país parava”, disse. E, “para incomodar algumas consciências, mas sobretudo as nossas consciências”, notou alguns sinais de pobreza em Aveiro, reflectidos nas 200 refeições que a Cozinha Social das Florinhas do Vouga serve diariamente e na existência de toxicodependentes e alguns sem-abrigo.
Padre Adérito Abrantes: “A medalha tem duas faces. A primeira é para mim; a segunda é para os de Santa Joana, que com denodo, paciência e persistência foram construindo as “obrazitas” que lá estão.” O Pe Adérito Rodrigues Abrantes lembrou a primitiva comissão fabriqueira e ironizou em relação a si próprio: “Se tudo fosse verdade o que de mim disseram, não estaria aqui, mas no Vaticano”.
Paulo Leite, pela AIDA, recordou o associado eng. França Morte, e afirmou a necessidade de “Aveiro passar a constar de todos os mapas dos diversos domínios de actividade”. Lucinda de Sousa Brandão Pereira, viúva de Ulisses Pereira, agradeceu com simplicidade o reconhecimento municipal.
