Comunidade Estamos no momento da despedida do diácono, José Figueira, que teve uma vida preenchida de serviço à Igreja com total dedicação, carinho e generosidade.
Homem simples, humilde, discreto, sempre procurando ajudar e construindo à sua volta um ambiente de paz e concórdia. As palavras que ouvimos das pessoas do seu lugar testemunhavam estas suas virtudes de homem bom e conciliador e que a sua falta se iria fazer sentir na comunidade.
O diácono José era um homem dedicado ao seu ministério. E, para servir cada vez melhor a Igreja, esforçava-se por estar constantemente atualizado, procurando estar sempre presente em todas as acções de formação, que lhe permitissem uma atualização permanente que, como dizia, era fundamental.
Na mensagem que dirigiu à comunidade, aquando da sua ordenação diaconal, apelou à unidade entre as pessoas e o pároco, para que formássemos todos uma família.
Durante este curto tempo do seu ministério promoveu, no nosso arciprestado, vários encontros de formação litúrgica para todos os agentes de pastoral e deixou-nos um testemunho de grande amor à Eucaristia e de veneração ao Santíssimo Sacramento.
O sonho de infância de ser padre, não concretizado pela falta de condições económicas, como deu a conhecer, sentiu-o concretizado na vocação do seu filho ao sacerdócio e, finalmente, no seu diaconado. Acolheu estes acontecimentos como a realização do plano de Deus a seu respeito e da sua família.
Ao longo da sua vida foi assumindo vários serviços na paróquia, sobretudo na catequese, na Cáritas paroquial, na orientação do grupo litúrgico do seu lugar, particularmente no ensaio do canto para a Eucaristia, serviço que assumiu com todo o zelo, dedicação e generosidade até ao limite das suas forças. Fez parte da comissão de culto da Igreja do seu lugar, do conselho fiscal do Centro Social Paroquial de S. Vicente e também foi membro do Conselho Económico Paroquial. Embora exercendo o seu ministério na paróquia de Angeja, continuou a colaborar na nossa paróquia em vários serviços paroquiais e, presentemente, a fazer sentir a sua voz nos seus artigos publicados no boletim paroquial.
Neste momento a comunidade presta-lhe a sua homenagem e gratidão pelo seu exemplo de serviço e de entrega à nossa paróquia e à Igreja.
A comunidade da Branca
GRATIDÃO
Chegou humilde! Recentemente ordenado para a diaconia, passou a ser presença em Angeja no mês de Dezembro de 2010. Bem depressa se situou no essencial da sua condição de diácono: a proximidade dos doentes e idosos, o anúncio claro da Palavra, a participação qualificada na liturgia.
Passou discreto! A proximidade dos idosos e doentes fê-la de uma forma carinhosa e personalizada, com o relato ao pároco da sua observação das pessoas e situações que encontrava. A alegria e simplicidade refizeram um pequeno grupo de catequese, desmotivado e distante. A presença aos jovens vencia a diferença de idade e mentalidade. O gosto de estar com as pessoas semeou confiança e simpatia. Digno e sóbrio na liturgia, a serenidade manifestada e a preparação cuidada calavam bem fundo em quantos acorriamàs celebrações com a sua presença. E como edificava a sua atitude, de joelhos e por longo tempo, antes da Eucaristia. Foi um sublime dom de Deus a esta comunidade. Breve, mas tão marcante, que fará para sempre parte da sua memória.
Como veio humilde e passou discreto, assim partiu sem aparato. Muito debilitado, quis voltar à comunidade num domingo, que seria o último da presença ministerial na Eucaristia. Ciente da sua fragilidade, apesar disso deixou um último rosto de sorriso e esperança.
Obrigado, Diácono José! Em Deus, temo-lo mais dentro de nós! Cremos que nos tem também consigo!
P.e Querubim, pároco de Angeja
