Decorre em Alfragide, perto de Lisboa, um encontro com dezenas de padres e leigos que acolhem a diáspora lusa e os imigrantes que chegam ao território nacional. O programa prevê intervenções de responsáveis que trabalham em França, Alemanha, Suíça, Luxemburgo e Alemanha, bem como nas dioceses de Lisboa, Porto, Aveiro, Braga, Viseu, Vila Real, Portalegre-Castelo Branco, Viana do Castelo, Leiria-Fátima, Beja, Évora, Santarém, Bragança e Guarda, e o lançamento de um livro sobre a história da Obra Católica Portuguesa das Migrações (OCPM), que organiza o encontro. A obra é assinada por Maria Beatriz Costa Trindade, professora jubilada que foi a grande autoridade universitária sobre a sociologia das migrações.
A iniciativa teve início na segunda-feira passada e decorre até sexta-feira. A OCPM quer extrair do seu passado a melhor estratégia para acompanhar, “com novos métodos”, a emigração portuguesa”, dado que “os tempos, as necessidades e até as formas de viver a fé são outras”, e por isso escolheu para tema do encontro a formulação “Celebrar a Memória para Projetar o Futuro”, explicou o frei Sales ao programa Ecclesia na Antena 1.
Mais de 70 mil portugueses estão a emigrar anualmente, segundo um relatório divulgado recentemente pela OCDE, onde se refere que a maioria tem menos de 29 anos.
Portugal surge no estudo ao lado da Grécia, Irlanda, Itália e Espanha, onde se esperava o aumento da emigração devido ao agravamento da situação económica e o desemprego, fatores que também terão causado a diminuição do número de imigrantes.
Segundo frei Francisco Sales, “a maioria dos países para onde os portugueses emigram são completamente secularizados, onde a prática cristã é quase nula”, o que constitui um “grande desafio” para a OCPM.
