Obras incidem mais no interior, no exterior, na capela-mor. Parte do telhado será mudado.
Está decidido pela Fábrica Paroquial. A igreja matriz vai entrar em obras de diverso tipo. É património que não deve deixar degradar-se, por um lado, e devem ser melhoradas as condições do espaço litúrgico, por outro. É isso que irá acontecer a partir de Setembro.
Os trabalhos maiores, que envolvem mais meios financeiros, compreendem a requalificação de todo o espaço do altar-mor, onde há material degradado (os estrados dos cadeirais), mas também há, por outro lado, necessidade de dignificá-lo em função das acções litúrgicas, segundo estudo do engº. Eugénio Ribeiro, um filho da terra.
Com esse objectivo e também para tornar mais bonito e acolhedor o local, o piso será todo arrancado e substituído por madeira de qualidade. O altar móvel irá descer de patamar, ficando sem qualquer estrado. Assente no novo piso e avançado um pouco. Um pouco mais próximo da assembleia. A parte posterior irá alinhar sensivelmente pelo topo dos cadeirais, criando-se assim uma espécie de corredor entre as portas da sacristia e capela mortuária.
Mudança do local do ambão
Como o ambão no sítio que está esconde os leitores, quando não as palavras, que caem no vazio do distanciamento por quase impessoais, esta será a peça que mais avançará no sentido do arco cruzeiro, de modo que os leitores sejam visíveis a toda a assembleia.
Para a colocação do piso, forrado a madeira, terá que ser rebaixado o piso existente, o que criará alguns problemas, não tanto na mão-de-obra, mas sobretudo no campo da preservação das talhas dos altares e imagens no rasto da poeira que vai erguer-se naturalmente. Isso está previsto e tudo irá ser preservado devidamente.
A intenção é que as obras estejam acabadas para a festa do Padroeiro (28 de Outubro), altura em que será prestada homenagem ao seu maior obreiro, padre Abel da Conceição e Silva. E também para que se possam realizar os enlaces matrimoniais tão breve quanto possível.
As outras obras serão menores, mas também absolutamente necessárias, e prendem-se com problemas no telhado à volta da torre e respectivo arrufe. Há telhas que já não são do mesmo naipe, não casam bem umas nas outras e deixam entrar águas das chuvas, no mínimo humidades, que originaram o apodrecimento de algumas ripas. Mas diga-se que, observadas as madeiras, de carvalho, não há outros focos de degradação. Acham-se em boas condições, ao fim de mais de um século.
Para resolver o problema de uma vez por todas, vão ser utilizadas telhas do mesmo fabricante, levantando-as de uma capela lateral, e substituindo-as na sua totalidade por telha marselhesa actual. Só assim será possível resolver o problema. Por outro lado, a telha levantada que não for necessária, ficará de reserva para situações idênticas.
A edição da colecção dos 14 postais da Via-sacra visou exactamente a angariação de fundos para estas obras. Embora não cubra a totalidade dos gastos, foi uma ajuda muito preciosa que se agradece, de alma contente por tanta generosidade.
Armor Pires Mota
