Igreja guineense preocupada com crise

O Bispo de Bafatá criticou a inexistência de um governo na Guiné-Bissau, após o presidente guineense ter demitido o executivo de Carlos Gomes Júnior e nomeado Aristides Gomes como primeiro-ministro.

Em declarações à margem de uma conferência de imprensa, destinada a denunciar a onda de criminalidade que está a assolar também as missões católicas no país, D. Pedro Carlos Zilli afirmou-se “desiludido” com a situação, definindo o país como “um barco sem leme”.

“Eu esperei muito mais deste momento de transição. Esperava que tivéssemos conclusões muito melhores do que as actuais. Não chegámos àquilo que efectivamente esperávamos. Não pode ser que um país fique sem governo. Ficar sem governo é uma coisa triste e só quem está na Guiné-Bissau é que sente isso. Estamos num barco sem leme”, afirmou o prelado italiano.