Memória CV – Há 36 anos O Conservatório Regional Calouste Gulbenkian, tal como hoje o conhecemos, foi inaugurado no dia 30 de Março de 1971.
No Correio do Vouga de 2 de Abril desse ano escreve-se a propósito do acontecimento: “Com a criação do Conservatório, com as magníficas instalações que possui, com a obra cultural e artística que ali se realiza, ganhámos riqueza e abrimos um caminho de preparação para a vida às nossas crianças e aos nossos jovens. O Conservatório é uma escola – e a escola é ainda um templo onde o homem se cultiva da inteligência e se forma no coração”.
Na inauguração estiveram presentes o presidente da Fundação Gulbenkian, José de Azeredo Perdigão, o e o Presidente da República, Américo Tomás, entre outras individualidades.
Gabando o distrito de Aveiro, “em que tudo se conjuga, terras e gentes, belezas naturais e dons de espírito”, Azeredo Perdigão definiu a vocação do Conservatório: “(…) Foi concebido e está equipado para realizar, em boas condições técnicas e pedagógicas, as seguintes modalidades de ensino: classes infantil e primária, ciclo preparatório, cursos de línguas, cursos de iniciação artística (música e artes plásticas), bailado e cursos gerais e superiores de música”.
O Conservatório de Aveiro, presidido nesta época por Pedro Grangeon Ribeiro Lopes, significou um investimento da Fundação de 16 mil contos. Antes de funcionar no local actual, o Conservatório esteve no Liceu Nacional (Escola Secundária José Estêvão – deve a sua vinda para Aveiro a Orlando de Oliveira, reitor do Liceu) e no antigo Hospital da Misericórdia.
